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6 de setembro de 2010
Poluição visual.
7 de julho de 2010
A insustentável leveza da paisagem
Um aspecto da paisagem de Castelo de Paiva (daqui)Leio que Castelo de Paiva quer promover-se pela sua beleza natural. Eu pergunto: que beleza natural? Ou melhor que beleza é essa, tão específica, que mereça uma deslocação a Castelo de Paiva? Quando é que os edis, as associações de desenvolvimento, políticos e todos os agentes culturais percebem que este não é o caminho? Num país com um planeamento urbanístico pautado por sordidez e corrupção, onde se constrói sem rei nem roque, onde a avidez pelo pessoal e pelo partidário se sobrepõe ao Bem Comum, até que ponto a paisagem interessa? ou realmente conta quando se trata de promoção turística? Poucos municípios têm conseguido vender a sua marca, ou impor-se no mercado do turismo com algo que os individualize. Santa Maria da Feira tem a semana medieval (a primeira e, felizmente, a melhor de muitas que já se fazem), Cerveira é vila minhota sobejamente conhecida pela sua bienal e até Mora, no Alentejo, antes um «desconhecido» município das planícies já cativa pelo seu fluviário. Paisagem? «Capital da cereja»? «Sintra do Norte»? Tenham juízo.
23 de junho de 2009
O Turismo em Portugal.

Imagem retirada daqui
Ontem, na RTP1, falou-se de turismo. De como esta indústria pode ser importante para a economia portuguesa (!). Pinho, o Ministro de alguma coisa, olhava para a assistência, inchado de empáfia, como o guru de uma tribo, mas a sua face deixava transparecer a ignorância. Foi talvez preciso ouvirem da boca do presidente da Organização Mundial de Turismo que esta indústria podia salvar uma economia em crise, para que todos os políticos presentes vestissem uma cara trágico-patética, de alguém que tinha acabado de inventar a roda. § Recordei então o primeiro dos arrependimentos de Sócrates, recentemente tomado por uma onda de humildade e veemência. Confessava ele estar arrependido por não ter investido mais na Cultura. Talvez algum dos seus assessores, num acesso de lucidez lhe tenha dito: "sabe, senhor engenheiro, se tivesse gasto menos em computadores Magalhães e mais em livros, exposições, na reabilitação do património ou na criação de roteiros culturais, talvez Portugal tivesse mais motivos para acreditar num futuro melhor". § Entretanto, com o seu estilo natural de político profissional, estava por lá o Presidente da Câmara de Baião que também deve já ter percebido (tem formação académica para isso, pelo menos) que as cavacas e os salpicões não atraem turistas e que Eça de Queirós (que, coitado, enfim, lá deu com os costados em Santa Cruz do Douro) serve para trazer às Serras algum dinheirito. Não sei se os seus congéneres dos municípios vizinhos de Resende e Cinfães se encontravam na plateia ou, pelo menos, assistiram - das suas pantufas - ao debate e às conclusões que saíram das profundezas da Mina de Sal-gema em Loulé. Mas espero, sinceramente, que alguém os informe das mesmas. É que cada um deles, trauliteiro político à sua maneira, mais preocupado em inaugurar parques de merendas e arranjos de jardim, tem de perceber, mais tarde ou mais cedo, que o Turismo e a Cultura são factores essenciais para a criação de emprego, dinamização económica e social e um dos pilares do progresso sustentado de que as normas europeias tanto falam. E o tal Turismo, que ontem era de sol e praia, hoje exige novos conteúdos que a paisagem, a gastronomia e o artesanato, só, não asseguram. Eu espanto-me como ainda há quem pergunte que serve a História ou para que serve o Património. Aparentemente para nada, ou para muito pouco, pelo menos em Portugal. § É claro que no resto da Europa serve para, entre muitas outras coisas, fazer dinheiro.
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