O dia em que apresentei (não gosto palavra defendi) a minha tese de doutoramento, o passado dia 21 de Março, coincidiu com a data que celebra a poesia. Nesse mesmo dia morreu Tonino Guerra, poeta e cineasta.
Numa daquelas coincidências que nos deixam a pensar, abri a minha dissertação e fechei uma etapa da minha minha com um poema seu:
Eu abandono Roma
Os camponeses abandonam a terra
As andorinhas abandonam a minha aldeia
Os fiéis abandonam as igrejas
Os moleiros abandonam os moinhos
Os montanheses abandonam os montes
A graça de Deus abandona os homens
Alguém abandona tudo
Tonino Guerra, O livro das igrejas abandonadas
Tudo quer dizer alguma coisa.




