Fonseca, Simões da- Diccionario Enciclopedico da Lingua Portugueza. Rio de Janeiro/Paris: H. Garnier, [1909].
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6 de março de 2012
11 de dezembro de 2010
Acordo ortopédico.
Brasil: Governo institui Inventário da Diversidade Linguística para mapear e valorizar línguas faladas no país.
Revista Visão
Uma delas será, com certeza, o português "de Portugal"...
24 de fevereiro de 2009
Minha pátria é a língua portuguesa (Fernando Pessoa)
Duas coisas (entre muitas) me entristecem neste país:
- Que estraguem a língua portuguesa, preterindo-a pelas modas;
- Que a vendam para pagar a ignorância dos políticos, que pouco sabem de línguística, nada de cultura e menos ainda de honra. § Como é possível que um dicionário normal, dos mais acessíveis a estudantes, não sirva para ajudar a compreender um texto de Camilo Castelo Branco, mas se prepare para o Acordo Ortográfico? Tomemos atenção, de uma vez por todas, que não existe Português Europeu - existe Português. No Brasil fala-se português, em Angola, fala-se Português etecetera. Ponto. Nada mais. O resto são devaneios de bur(r)ocratas que retalham a pátria de Fernando Pessoa para gáudio da sua ascenção social e política. § Razão tinha Calisto Elói:
"Assim se ergeu, cuidou em aformosear a saleta, cuja decoração era menos de modesta. Saiu açodado ao armazém dos mais elegantes estofos, e comprou alfaias magnifícas. O homem pasmava dos nomes daqueles objectos, nenhum dos quais soava portuguesmente. - Porque chamam a isto chaise longue ? - perguntava Calisto Elói ao engenheiro Margoteau.
- Porque chamam?!
- Sim; eu creio que se não ofende a França no caso de chamarmos a este móvel uma cadeira longa, ou uma preguiceira, que soa melhor. E etágere e console e onaise? E é caríssimo tudo isto! A gente, pelos modos, de fora parte os objectos, também paga a lição de francês do samblador, que vem aqui aprender?"
Camilo Castelo Branco, A queda de um anjo.
- Que estraguem a língua portuguesa, preterindo-a pelas modas;
- Que a vendam para pagar a ignorância dos políticos, que pouco sabem de línguística, nada de cultura e menos ainda de honra. § Como é possível que um dicionário normal, dos mais acessíveis a estudantes, não sirva para ajudar a compreender um texto de Camilo Castelo Branco, mas se prepare para o Acordo Ortográfico? Tomemos atenção, de uma vez por todas, que não existe Português Europeu - existe Português. No Brasil fala-se português, em Angola, fala-se Português etecetera. Ponto. Nada mais. O resto são devaneios de bur(r)ocratas que retalham a pátria de Fernando Pessoa para gáudio da sua ascenção social e política. § Razão tinha Calisto Elói:
"Assim se ergeu, cuidou em aformosear a saleta, cuja decoração era menos de modesta. Saiu açodado ao armazém dos mais elegantes estofos, e comprou alfaias magnifícas. O homem pasmava dos nomes daqueles objectos, nenhum dos quais soava portuguesmente. - Porque chamam a isto chaise longue ? - perguntava Calisto Elói ao engenheiro Margoteau.
- Porque chamam?!
- Sim; eu creio que se não ofende a França no caso de chamarmos a este móvel uma cadeira longa, ou uma preguiceira, que soa melhor. E etágere e console e onaise? E é caríssimo tudo isto! A gente, pelos modos, de fora parte os objectos, também paga a lição de francês do samblador, que vem aqui aprender?"
Camilo Castelo Branco, A queda de um anjo.
18 de novembro de 2008
Do Minho a Timor: o acordo ortográfico.
Portugal Insular e Ultramarino
Editora Educação Nacional, 1939
Parece que o ministro da Cultura, aquele senhor de quem nunca se fala, quer o acordo ortográfico em marcha o mais rapidamente possível. Saudosismos de um império adiado.
10 de junho de 2008
Language for dummies.
Há muito que o inglês destronou as línguas universais - clássicas e modernamente criadas - para tornar-se, ele próprio, governante do mundo falante e escrito, qual senhor absoluto de todos os anéis. As mitologias gregas e romanas liquefizeram-se em imagens cinematográficas passadas, já não no Olimpo, mas em Hollywood. Não me espanta, pois, que o latim esteja a morrer. Moribundo ficou logo quando quem o podia ressuscitar o apunhalou durante as sessões do Vaticano II e hoje, a «pérfida Albion», ri-se às bandeiras despregadas uma vez que se sabe que há quem melhor fale esta língua de bárbaros do que a sua própria. § Eu, que não gosto particularmente da cultura britânica nem das suas filhas e enteadas, gostava de ressuscitar a obra intitulada «Vinho do Porto», onde o autor, Camilo Castelo Branco, pôs a nú as indecências dos nossos velhos aliados - os mesmos que, emborcando tanto quanto podiam o nosso vinho fino duriense iam de fininho a Inglaterra cuspir no copo onde bebiam, chamando-nos mimosos nomes de javardos para baixo. «A morte desastrosa do barão de Forrester, em 12 de Maio de 1861, é uma das mais notáveis vinganças que o rio Douro tem exercido sobre os detractores dos seus vinhos», anotou o notável escritor. Anotou e bem que do rio tenha partido semelhante atitude, que não tivesse (compreensivelmente) partido dos seus humanos vizinhos, habituados ao servilismo e aos desmandos estrangeiros. Ainda agora os descendentes desses anglófilos e estrangeirófilos se puseram a jeito para que o Brasil nos substitua o recto pelo reto.
25 de março de 2008
Wikipédia: a construção do conhecimento ou a destruição do Saber?
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