18 de abril de 2017
Gordon Parks e Portugal.
5 de outubro de 2011
Foto de 5 de Outubro de 2011.
Coroa que remata a frontaria da estação de Viana do Castelo.
Atrás, ao cimo: cúpula e zimbório do santuário de Santa Luzia.
9 de março de 2011
9 de fevereiro de 2011
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1 de novembro de 2010
1 de setembro de 2010
Teenage dream

"É uma certeza que o demónio apresenta-se por vezes na forma de pessoas não apenas inocentes, mas também muito virtuosas".
Rev. John Richards, século XVII
2 de maio de 2010
22 de fevereiro de 2010
Eis a república portuguesa.
24 de novembro de 2009
15 de outubro de 2009
Os Rostos da Verdade.

Depois de ter terminada a interessante exposição sobre os "Rostos de Afonso Henriques", organizada pela Fundação Martins Sarmento, em Guimarães, sugiro a visita ao blogue daquela instituição para ficarmos a conhecer as faces do Fundador. Todas elas são verdadeiras. Traduzem um espírito e uma convicção que ficou patente na memória e na historiografia ao longo dos séculos. Através delas podemos, pelo menos, olhar Afonso Henriques de frente, nos olhos. O mesmo não se pode dizer da certeza da leitura de certos documentos e, muito menos da sinceridade dos seus leitores. É tão fácil perdermo-nos no labirinto das palavras, sobretudo quando somos cegos de soberba e tomamos o Minotauro como nosso guia.
17 de setembro de 2009
Em Cinfães, depois de não sei quantas negociatas, e de não sei quantos olhos fechados, e de não sei quantos assobios para o lado, ardeu o chalet do Paço, uma das últimas residências, ainda que temporária, do explorador e africanista, Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Desde a sua alienação pela família, nos anos 80, que a casa andava em bolandas e o recheio foi sendo depredado sem dó nem piedade, não obstante o espaço ter sido adquirido pelo Município. Em 20 anos, pensou-se em tudo e não se fez nada. Até que recentemente, o actual executivo, resolveu ceder aquilo por tuta e meia, durante 50 anos, a uma empresa imobiliária que pretende (pretendia?) transformar o local em resort turístico. Tudo nas barbas de quem diz e faz e acontece. Porquê? Porque aqui o dinheiro e os interesses falam sempre mais alto do que as convicções. Entretanto, não muito longe de Cinfães, a Câmara de Sabrosa gastou 2,5 milhões de euros a recuperar um espaço para dinamizar o nome de Miguel Torga.
24 de junho de 2009
21 de junho de 2009
6 de junho de 2009
Crónicas de uma viagem I
Há algo de extremista em viajar sozinho. Poder saltar de comboio em comboio sem ouvir as desvantagens e poder assumir, só, as desvantagens. Contudo, há sempre uma nostalgia da presença, o não poder comentar um quadro, ou o não pedir ajuda quando a viagem nos prega as inevitáveis partidas de quem se move no desconhecido. Não obstante os contras, sou um fã das travessias solitárias, da contemplação sem pressas, do silêncio ante cenas, espaços, pedras, árvores... § Os últimos dias foram quase uma sucessão alucinante de ligações, de enganos na hora certa, de um vai e vém constante entre espaços conhecidos e por conhecer. E de imprevistos. No fim tudo resulta num somatório entre o pensado e o executado o que, assim visto, nunca resulta no pensar que viagem foi uma perda de tempo ou de recursos. E cada percurso, por muito que o vejamos destituído de utilidade espiritual não deixa de ser iniciático. Quando estamos sozinhos damo-nos conta disso, de como as viagens começam e acabam dentro dentro de nós. Perante sítios como o Escorial, ou os Picos das Astúrias, ou mesmo ante a mole frenética de Madrid, experienciamos sentimentos diversos que nos confrontam entre gostos, desejos, saudades - vêm ao de cima pessoas, lugares, tempos. Não sendo nacionalista, amo Espanha. Amo este país diverso até à raíz das suas fundações e acredito que o melhor de Portugal para lá derivou ou por lá ficou: uma capacidade histórica e inata para criar e recriar que, algures entre os séculos XVI e XVIII se perdeu deste lado e do outro prosseguiu, até aos dias de hoje. O Escorial que finalmente tive a oportunidade para apreciar (mesmo apesar de conhecer melhor Madrid do que Lisboa) é a prova dessa tenacidade castelhana para prevalecer e rentabilizar. O mosteiro serve a glória dos homens e das suas batalhas, mas como espaço de administração bastou um anexo menor de onde Felipe redigia os seus memorandos lia e coleccionava relíquias numa actividade que teria mais de fetichista do que de religiosidade. Em quase todos os cantos uma marca portuguesa: rainhas e infantes mortos a recordar uma presença que foi grande ante a Europa, passando por Espanha (grande não no sentido patrioteiro e nacionaleiro do termo, entenda-se, grande como em diálogo vertical, face a face que hoje não existe). Aqui e ali o brasão composto do império de Felipe, que incluía o Portugal herdado, comprado e conquistado, fez-me querer que aquele edifício tão austero como belo fosse nosso. Saramago bem podia ter escrito o Memorial do Escorial. Ah, não, já me esquecia. Só o que é feito pelos nossos é mau, é beato e é inútil. Afinal de contas é por isso que ele vive do lado de lá.
31 de maio de 2009
Cidade a ponto luz bordada
15 de maio de 2009
Os diálogos da cidade.
(c) N.R. "Largo do Moinho de Vento, Porto, 2009
"Os diálogos da cidade"
Amanhã há por cá uma caminhada que tenho o gosto em ciceronear: "O Porto dos Escritores". Mas na preparação da mesma dei-me conta de que, por alguns dos sítios por onde vamos passar, não há nem gente, nem resquícios de uma cidade que ainda há vinte anos conheci, buliçosa e alegre. A Baixa está semeada de um pavimento granítico horroroso e de esterilidade. As paredes, pichadas com tags e grafitos com mensagens duvidosas. Esperando algum diálogo, um arquitecto menos dotado pensou em plantar as cadeiras que vêm na foto, em alguns largos. Na Batalha, a pouco e pouco, e por força do hábito, os mais velhos lá foram ocupando estes módulos, um pouco contra vontade, mas dominados pela retirada inexplicável dos antigos bancos de madeira e ferro. Noutros sítios o mais certo é, contudo, encontrarmos aquelas cadeiras sem amparo, vazias. § Esta desumanização tem tornado o Porto menos pessoal, mais fria, só para turista ver. Os portuenses, aqueles de pai e avô, são cada vez mais raros...
4 de maio de 2009

16 de abril de 2009
15 de abril de 2009
Quem sabe?
Quizás, quizás, quizás (Loewe) com Jennifer Pugh e produção de Eugenio Recuenco
Aprecio a publicidade, sobretudo quando elaborada com cuidado, arte e imaginação. Se a imprensa e toda a comunicação social, como bem se sabe, são o 4º poder, não há dúvida de que o 5º é publicidade. Cada vez mais virada para os sentidos, brinca com a nossa sensibilidade, apelando para os nossos instintos mais primários. Os publicitários são hoje psicólogos, que cuidadosamente sabem onde tocar e a que recantos mais longínquos da nossa mente devem chegar. Alguém escreveu que a pena é mais poderosa do que a espada. Verdade. As profecias dizem que Cristo virá para matar com a palavra, - Aquele que nunca deixou nada escrito (ou deixou e a areia tratou de engolir-lhe as palavras) - e houve até um imperador chinês que mandou queimar todos os livros para que houvesse memória apenas desde o seu reinado (mais tarde um ditador sentado na mesma cadeira, fez algo semelhante). Mas quem escreveu aquela máxima nunca viu uma imagem num ecrã. Hoje, a imagem é mil vezes mais forte do que a palavra e mil vezes mais afiada do que a espada. Quem quer vender perfumes, manteiga ou presidentes das repúblicas, sabe-o bem. Tudo se vende, tudo se compra, tudo se transforma (e nem sempre de bom para melhor...).















