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22 de fevereiro de 2010

Eis a república portuguesa.

Ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX fomos sempre vistos com paternalismo, sobretudo pela cultura inglesa. Primeiro pelos britânicos que em troca de lã nos sorviam o vinho, olhando com desprezo quem lhes pisava o néctar divino. Depois, mais tarde, pelos norte-americanos que, num misto de curiosidade e desinteresse, respigavam estes apontamentos de folclorismo criado pela Segunda República de Portugal, ou Estado Novo de cujos resquícios nos não livramos tão cedo. Para eles seremos sempre típicos. Do Zé Povinho à Vianesa, passando pelo Galo de Barcelos fomos nós que nos criámos, que aceitámos que nos modelassem e que nos promovemos desta forma. Podemos julgá-los pelo olhar que têm de nós?