O problema não está em observar a predominância destas práticas na sociedade portuguesa do século XVIII e XIX, mas sim em perceber por que é que elas mudaram tão pouco, mesmo com o aparecimento de burocracias modernas e com o fim do antigo regime. Antes da existência de uma burocracia moderna, supostamente alicerçada no mérito, na carreira, nos títulos escolares e académicos e na competência profissional, era natural este mecanismo de troca de favores, entre todos os que acediam ao poder, que intercediam por si e pelos debaixo de si. Mas é impossível deixar de encontrar um espelho dos costumes pátrios que continua a existir, agora sem serem postos no papel e de forma mais sofisticada, mais cara e... ilegal.
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14 de maio de 2012
Breve história do clientelismo português.
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