Muitas pessoas ainda não repararam que a EDP é uma empresa e que, como qualquer empresa, quer fazer dinheiro - lucro para distribuir entre os seus accionistas. Por isso, sempre que vejo um anúncio todo catita, cheio de arvorezinhas e barragens e torres eólicas como se aquilo fosse uma obra da natureza, fico enjoado. A EDP não existe nem para ser amiga do ambiente nem para distribuir paz e harmonia entre os homens. Se fosse assim, era a Santa Casa da Misericórdia, ou uma organização humanitária. Não é, convençam-se disso. Mais barragens, mais eólicas são desculpas para justificar o desperdício. Devemos convencer-nos de uma vez por todas que gastar menos é o caminho para uma vida e um mundo melhor.
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17 de outubro de 2011
25 de novembro de 2010
O preço das energias renováveis.
Via jornal Público.A campanha, lançada hoje às 07h00, visa “sensibilizar e alertar os consumidores para aquilo que pagam nas suas facturas de electricidade, nomeadamente os ‘extras’”, mas também “sensibilizar o Governo e à Assembleia da República para a necessidade de introduzir medidas que sejam adequadas a uma formação justa dos preços da eletricidade”, explicou a porta-voz da Associação de Defesa de Consumidores. § Segundo Ana Cristina Tapadinhas, a factura da electricidade é composta por três parcelas: 31 por cento corresponde aos custos de produção, 27 por cento ao uso das redes de distribuição, e 42 por cento a “custos de interesse geral. § É esta última parcela - a maior -, que corresponde a custos do fomento das energias renováveis, a rendas pagas aos municípios e à amortização do défice tarifário, que preocupa a Deco.
A Lei de Lavoisier aplicada à EDP: "Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se paga".
21 de outubro de 2010
Citação do dia.
Aspecto da aldeia de Bustelo, na serra de Montemuro, que está literalmente pejada de torres eólicas. Nem por isso se nota crescimento económico local, nem o decréscimo do preço da electricidade.
É, afinal, tudo uma questão de bolsa e de mercados.
"As empresas de energia eólica têm vindo a cair nas bolsas. Menos encomendas, menores perspectivas futuras, preços garantidos em causa. Estavam sustentadas pela dívida pública e em taxas de juro de longo prazo mais baixas. Agora sofrem de custos financeiros mais elevados, os quais reflectem aquilo que já se sabia: o negócio, na sua actual dimensão, não é sustentável."
João Miranda, Blasfémias.
Temos pena.
25 de julho de 2009
"A Revolução das Energias Renováveis"

Picado daqui.
Eu sou totalmente a favor das "energias verdes", mas estas turbinas assustam-me. Fazem-me lembrar a Guerra dos Mundos ou os Tripods.
Elas são mesmo enervantes!
- Tenho a impressão que a qualquer momento elas vão... **ruir**
***sons das eólicas a ganharem vida e deslocarem-se***
- Oh! Não! Vêm nesta direcção!
- Al Gore, desgraçaste-nos! Foge!
- E agora?
- Alguém tem de pará-las!
- Mas quem?
- Afastem-se! (D. Quixote).
2 de julho de 2008
Maus ventos: a energia eólica e a serra de Montemuro.
Gradiente paciência, Tendais, Cinfães (c) N.R., 2007
Ouvi há dias o discurso de um presidente de câmara, sobre as desvantagens da construção das torres eólicas. Que a sua necessidade era indiscutível, claro, num mundo preso aos malefícios do petróleo, mas que se os ditos aerogeradores pudessem ser instalados nas serras sem que a paisagem fosse arroteada por aqueles moinhos de vento diabólicos, seria ouro sobre azul. Tudo aquilo soou a hipocrisia sem limites, dado que as instituições municipais, têm o seu ganha-pão à conta daquelas pás em movimento. Ganha a Câmara Municipal, as juntas e as paróquias em rendas, avenças e sabe Deus mais o quê; e os particulares não hesitam em vender, alugar e escambar a terra e o que for preciso desde que lhes corra o maná, vindo de tão saudáveis ventos. § O que aquele presidente não entende, ou não quer entender porque lhe convém, é que não é de mais formas de energia renovável ou não poluente que nós precisamos. É de uma política de contenção, de educação pela parcimónia e pelo reaproveitamento. Não precisamos de novos magnatas das energias renováveis, para substituir os dos cartéis do petróleo. Não precisamos de destruir mais, para termos mais. Precisamos, isso sim, de preservar o que temos e consumir menos, muito menos. Esta é a verdadeira política de salvaguarda do património e do ambiente a que ainda não se renderam certas associações ambientalistas, nem os nossos governantes. § Mas num mundo em que o que se estraga não se conserta - antes substitui-se por outro objecto novo; ou numa mentalidade em que destruir a paisagem é um meio para atingir um fim razoável, como o semear indiscriminadamente a serra com aerogeradores porque estamos demasiado presos ao petróleo - fazer passar a mensagem de parcimónia, de sobriedade e de contenção é como pregar aos peixes, ou fazer passar um camelo pelo buraco de uma agulha...Estamos presos aos derivados do petróleo? Andemos mais a pé, ou de bicicleta, ou de transportes públicos; compremos menos plásticos, evitemos enfardar as crianças com comida plástica ou presenteá-los com objectos desnecessários! § Já o disse (aqui e aqui), e volto a dizê-lo: não acredito na mensagem limpa, ecológica e humanista da energia eólica. Muita gente enche os bolsos à sua custa. Pode ser (hoje) politicamente correcto, mas é imoral que à conta de poucos percamos o que durante séculos muitos, juntos, lutaram para manter: a autenticidade e o património humano de uma serra, tão bonita como é (ou era) o Montemuro...
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