A RTP nunca foi uma estação de televisão para serviço público. Pelo menos até à abertura do mercado a outros canais, SIC e TVI. A partir dessa data, a RTP começou a prestar o tal serviço público, procurando incluir na sua grelha o que agrada à maioria dos telespectadores: sexo, sangue e futebol (embora neste último caso já o fizesse com algum brio). É engraçado como a maioria dos comentadores, de esquerda, que aprecia ópera, uns filmes franceses e dissertações literárias em horário nobre acha que de repente a privatização ou concessão da RTP significa o fim do serviço público. Essa irrealidade chamada serviço público é servir bifanas em vez de filet mignon. Só quem vive num aquário de idealismo e ideologia é que não o vê.