13 de junho de 2010
3 de março de 2010
Noites.
Estação de Medina del Campo 2009 (c) NR
O mítico Sud Express foi anteontem substituído por um comboio moderno, espanhol (ao que parece, para a CP, ambas as palavras são sinónimos) que assegurará a ligação Lisboa-Hendaia. O velho percurso que vinha de 1886 já havia sido barrado na fronteira espanhola, ficando a ligação em território francês assegurada pelos comboios deste país. Morre o símbolo do século da Civilização, da Bélle Époque, dos grandes tours mas, sobretudo, da sangria que significou a Emigração Portuguesa para a Europa durante as décadas de 1960 e 70.
Tive a oportunidade fazer uma parte da viagem, no sentido Medina del Campo - Pampilhosa, no princípio do verão passado. Foi uma experiência extraordinária a de «navegar» pela meseta espanhola dentro de uma cabine escura, tendo como companheiros de viagem uma turista acidental, velhas cortinas serpenteantes e uma pequena fresta na janela de onde observava o caminho das estrelas nos seguiam. Depois de um sono pouco repousante fui alertado para o crepúsculo em Vilar Formoso, onde movimentos mais lentos faziam a substituição das automotoras.
Em Pampilhosa, à chegada, éramos um punhado de estremunhados. Falava-se uma mistura de francês e português.
Saí de Medina del Campo com uma temperatura de 25 graus por volta das 2h da manhã e cheguei a um Porto que despertava com 12 graus.
Lembrei-me da minha infância, quando todos os comboios viajavam de noite (ou seriam túneis?) e todas as cidades eram manhãs...
Outros olhares sobre o Sud Express:
24 de outubro de 2009
#Sugestões (2)
II. O regresso à Linha do Tua: o fim estará mesmo próximo?
III.O anúncio do nascimento do senhor D. Duarte Pio João de Bragança, herdeiro da Coroa de Portugal (1945).
IV. A tripla estrela de Saturno num quadro de Rubens.
V. Câmaras Municipais Portuguesas obrigadas a ter um plano contra a corrupção? Contra qual corrupção? [Ainda há dias um funcionário público me dizia que existem vários níveis de corrupção dentro das Câmaras Municipais, a «cunha» do Presidente da Câmara anula a «cunha» do Vereador que, por sua vez, anula a cunha do técnico administrativo, etc, etc. Faz lembrar aquela arenga revisteira: tudo rouba minha gente. É difícil acabar com isto...digo eu.]
VI. O debate Padre Carreira das Neves versus Saramago. Não foi uma luta épica, antes confrangedora, entre dois velhinhos em cavaqueira amena. Saramago sai a ganhar. A Igreja Portuguesa é muito branda e relaxada. E tem um problema que é o seu pecado capital maior: quer estar de bem com Deus e com o diabo. Quando perceber que isso não é possível será, talvez, tarde de mais. [Post scriptum: o Caderno Anti-Saramago tem, como é seu apanágio, uma magistral resposta à polémica. Uma resposta à altura, aliás, daquelas que o Prof. Carreira das Neves não conseguiu aplicar].
1 de agosto de 2009
Fim de linha para Portugal.
Não sei se os jornalistas da sic leram as minhas crónicas de 15-6-2009 e 25-3-2009, mas a peça transmitida vem reiterar e repetir muito do que aqui escrevi. É mais uma história da vergonha portuguesa, de um país que quer investir em barragens, eólicas, TGV's e mais autoestradas (para agradar a conselhos de administração e cartéis) e encerra 500 quilómetros de linha férrea. Mesmo apesar do Protocolo de Quioto pedir a redução de CO2 e o uso de transportes públicos não poluentes! A estupidez colectiva é mais gritante quando comparamos Portugal e Espanha, onde a via férrea serve efectivamente a maioria da população. Desculpem-me o desabafo, mas é o que sinto: este é país governado por gente imbecil e por cidadãos nulos.
15 de junho de 2009
Crónicas de uma viagem II
Fotografias (de cima para baixo, da esquerda para a direita): 1 Estação ferroviária de Toledo (em estilo neo-árabe); 2 aspecto do interior do comboio interregional entre Madrid (Atocha) e Toledo; 3 Entroncamento ferroviário de El Bérron, onde se cruzam as linhas estreitas que servem Oviedo, Santander e Gijón, todas electrificadas; 4 O Tren del Cantábrico. É possível, desde Bilbau ou Santander apreciar os montes Cantábricos e as Astúrias num comboio-hotel que circula em via estreita. Seria o equivalente a ir do Porto a Bragança em comboio, algo que já foi possível e hoje é mera utopia.
29 de abril de 2009
Pouca-terra, pouco-juízo.
25 de março de 2009
Quem pára esta gente?
(c) N.R.12 de dezembro de 2007
Rentabilizar o investimento ou Portugal a retalho.
"A organização das finanças são as estradas, os caminhos de ferro, o desenvolvimento do comércio, das artes e das indústrias".
Fontes Pereira de Melo (1865)
"Desaparece uma linha de caminho de ferro, mas o comboio teve a sua época e o seu tempo. Em regiões com pouca gente e uma grande extensão de território a ferrovia não é viável, pois não há passageiros nem mercadorias capazes de rentabilizar o investimento."
Mota Andrade, deputado de Bragança pelo Partido Socialista (2007)
E houve quem morresse pelo caminho-de-ferro...








