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4 de agosto de 2012

É óbvio, porque é Siza.

Cada vez me convenço mais que a blogosfera provoca acefalias graves. Como em relação à Casa de Chá da Boa Nova, ao que parece abandonada em Leça da Palmeira. Ninguém discute o projecto em si, que sempre me pareceu um bocado de cimento engastado entre penedos, numa arrumação pouco diferente das casas dos índios da meia praia cantadas por Zeca Afonso. É óbvio, porque é Siza. Ali perto a ermida da Boa Nova sucumbe aos poucos, mas ninguém liga. Provavelmente muito pouco saberão que a magia do local não é o projecto amarfanhado do Siza, mas os versos de António Nobre. Esses, pelo menos, não precisam de concursos públicos para existir. Felizmente.

18 de agosto de 2010

Mamarrachos ou obras do regime (1)


"Isto" é uma estrutura de cimento colocada sobre o leito do ribeiro que atravessa a cerca de Salzedas, no concelho de Tarouca, distrito e Viseu. Ao fundo vemos o edifício monástico cisterciense e o choque entre ambas as estruturas. O local onde me posicionei para fazer esta fotografia é outra habilidade arquitectónica que a Câmara ou a Junta de Freguesia engendraram para fazerem as casas de banho. Pois não existia outro lugar em Salzedas, que não sobre o leito do rio, para as fazer. Tarouca é, aliás, um município, onde bem público não rima com bom gosto,: em quase todas as rotundas há uma manifestação artística de carácter duvidoso, como umas esculturas monstruosas e horríficas dos santos padroeiros locais que a Câmara paga e a Igreja apadrinha, numa manifestação inócua de mau gosto e propaganda. Salzedas, sublinhe-se, é uma das Aldeias Vinhateiras, para onde se concentram parte dos dinheiros europeus para promoção do património cultural!

15 de maio de 2009

Os diálogos da cidade.

Os diálogos da cidade

(c) N.R. "Largo do Moinho de Vento, Porto, 2009

"Os diálogos da cidade"

Amanhã há por cá uma caminhada que tenho o gosto em ciceronear: "O Porto dos Escritores". Mas na preparação da mesma dei-me conta de que, por alguns dos sítios por onde vamos passar, não há nem gente, nem resquícios de uma cidade que ainda há vinte anos conheci, buliçosa e alegre. A Baixa está semeada de um pavimento granítico horroroso e de esterilidade. As paredes, pichadas com tags e grafitos com mensagens duvidosas. Esperando algum diálogo, um arquitecto menos dotado pensou em plantar as cadeiras que vêm na foto, em alguns largos. Na Batalha, a pouco e pouco, e por força do hábito, os mais velhos lá foram ocupando estes módulos, um pouco contra vontade, mas dominados pela retirada inexplicável dos antigos bancos de madeira e ferro. Noutros sítios o mais certo é, contudo, encontrarmos aquelas cadeiras sem amparo, vazias. § Esta desumanização tem tornado o Porto menos pessoal, mais fria, só para turista ver. Os portuenses, aqueles de pai e avô, são cada vez mais raros...

11 de fevereiro de 2009

Vista da acrópole de Viseu com a
igreja do seminário em primeiro plano
(c) N.R.
Chalé perdido na urbanização dos arredores da cidade
Rua Alexandre Herculano, Viseu
(c) N.R.