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7 de julho de 2012

A guerra de Shiva.


Vandana Shiva O TEMPO E O MODO (RTP 2012) from santiago muhape on Vimeo.
De vez em quando os ambientalistas trazem à colação um guru da ecologia para questionar o modelo actual (fazendo-nos crer que o capitalismo e o neo-colonialismo são os eixos em que se alicerça todo o mal da humanidade). A senhora entrevistada e cuja entrevista passou no programa o Tempo e o Modo disserta sobre todos os assuntos, desde física quântica a História, alinhando aliás, na tese de que Vasco da Gama e todos os ocidentais (brancos europeus piratas) não trouxeram ao Oriente se não desgraça e exploração. Depois fala em sustentabilidade, natureza, criatividade e multiculturalismo - coisa que é muito bonita vista de um dos lados - prossegue nas acusações. Desliguei quanto começou a falar no projecto masculino que caracteriza o modelo social, político, económico, etc., actual. Engraçado que, dentro de todas estas generalizações (ao que parece servem um habitante de Vladivostok e ao mesmo tempo um aborígene australiano) a senhora Shiva não se lembre da biologia humana. Se há competição, exploração ou subserviência é porque há quem aceite competir, quem queira explorar e até ser explorado e não se importe de ser servil. A moda só existe porque o ser humano é naturalmente competitivo. O mundo é complexo porque cada um de nós é complexíssimo. Achar que se muda o mundo com processos judiciais sobre patentes de usos ancestrais não me parece o caminho. Aliás, o tom do discurso da interlocutora é tudo menos pacífico ou pacificador. O tom das acusações e da leviandade da culpa que imputa à tal comunidade global que ao mesmo tempo elogia não é sequer um saudável paradoxo. É uma triste constatação de que Vandana é só mais uma nesta engrenagem que só se muda por dentro.

17 de outubro de 2011

Empreitadas De Portugal (EDP)

Muitas pessoas ainda não repararam que a EDP é uma empresa e que, como qualquer empresa, quer fazer dinheiro - lucro para distribuir entre os seus accionistas. Por isso, sempre que vejo um anúncio todo catita, cheio de arvorezinhas e barragens e torres eólicas como se aquilo fosse uma obra da natureza, fico enjoado. A EDP não existe nem para ser amiga do ambiente nem para distribuir paz e harmonia entre os homens. Se fosse assim, era a Santa Casa da Misericórdia, ou uma organização humanitária. Não é, convençam-se disso. Mais barragens, mais eólicas são desculpas para justificar o desperdício. Devemos convencer-nos de uma vez por todas que gastar menos é o caminho para uma vida e um mundo melhor.