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16 de agosto de 2012

O enjoo.

Nem a crise fez entender que há demasiados professores para cada vez menos alunos, que não há transportes públicos (ou os que existem prestam mau serviço) porque os últimos 20 anos foram de compra desmedida de automóveis, que os serviços públicos fecham e afastam-se dos cidadãos porque os cidadãos fecham-se em casa em frente ao computador, por onde tudo se faz. É impossível fritar um ovo sem parti-lo. E a culpa, insisto, não é apenas dos políticos, artistas camaleónicos, capazes de tirarem proveito das crises. É do cidadão que se deixou anestesiar pela abundância. Agora acabou, a viagem acabou. Continue-se a pé.