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28 de dezembro de 2009
Serpa Pinto (1846-1900)
17 de setembro de 2009
Em Cinfães, depois de não sei quantas negociatas, e de não sei quantos olhos fechados, e de não sei quantos assobios para o lado, ardeu o chalet do Paço, uma das últimas residências, ainda que temporária, do explorador e africanista, Alexandre Alberto de Serpa Pinto. Desde a sua alienação pela família, nos anos 80, que a casa andava em bolandas e o recheio foi sendo depredado sem dó nem piedade, não obstante o espaço ter sido adquirido pelo Município. Em 20 anos, pensou-se em tudo e não se fez nada. Até que recentemente, o actual executivo, resolveu ceder aquilo por tuta e meia, durante 50 anos, a uma empresa imobiliária que pretende (pretendia?) transformar o local em resort turístico. Tudo nas barbas de quem diz e faz e acontece. Porquê? Porque aqui o dinheiro e os interesses falam sempre mais alto do que as convicções. Entretanto, não muito longe de Cinfães, a Câmara de Sabrosa gastou 2,5 milhões de euros a recuperar um espaço para dinamizar o nome de Miguel Torga.
10 de maio de 2008
Serpa Pinto (1846-1900)

Edward Bulwer-Lytton (1803-1873)
Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto nasceu em Cinfães, na freguesia de Tendais, a 20 de Abril de 1846. A este propósito e a pedido da Associação Cultural Serpa Pinto e do Rotary Club de Cinfães, apresentei numa palestra sobre a Obra e o Legado do conhecido explorador africanista. Fi-lo, com todo o gosto, até porque o local se proporcionava a tal dissertação: foi na estalagem Porto Antigo, outrora a casa onde Serpa Pinto passou a sua adolescência e parte da vida adulta, depois residência do seu irmão. Perante uma assistência tão atenta quanto nobre - entre os ilustres membros e representantes de vários Clubes Rotários da região, estavam o major Simões Duarte e Mestre Joaquim Gonçalves Guimarães, ambos da Confraria Queirosiana e o Dr. Alexandre de Serpa Pinto Burmester, ilustre representante do título e da família do explorador - fiz por desconstruir o mito e trazer até hoje uma imagem mais adequada e honesta de A.A. de Serpa Pinto. Bem sei que, para muitas pessoas é ainda difícil despir preconceitos - grande parte deles cimentados durante essa «longa noite radiofónica» (como alguém a designou) chamada Estado Novo. Parecia, pois, improvável que se pudesse livrar o explorador desse lastro mitográfico que é a sua travessia de Angola a Pretória (1877-1879), como feito único, exclusivo e extraordinário da sua vida. Se não deixa de ser uma realização quase sobre-humana, também não pode servir para caracterizar este homem tão multifacetado que influenciou de maneira decisiva o final do século XIX português e contribui mesmo para a construção do século seguinte. Quis, pois, deixar claro que muito há ainda a conhecer na vida de Serpa Pinto e que a sua obra se destaca, sobretudo, pela fidelidade a valores e conceitos hoje praticamente desconhecidos ou arredados do nosso quotidiano.
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