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1 de dezembro de 2011

Não há esperança? Não. Ao que parece e segundo a CCIG, nenhuma.



Cartazes como este estão por todo o lado. É a nova campanha choque da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, organismo cujo título nada diz, ao contrário da publicidade que nos informa solenemente de que não há esperança. Sim senhor, é uma bela mensagem. Juntamente com a fotografia de um cadáver cheio de lacerações não haja dúvida que a mensagem há-de passar, para bem ou para mal. Onde estão os indignados do costume? As Isildas Pegado? Os puritanos que se escandalizam com alusões a sexo, prostituição e ao aborto? É que, pelo menos no sítio onde costumo apanhar o autocarro e onde está aquele cartaz param todos os dias crianças a caminho da escola.

15 de abril de 2009

Quem sabe?

Quizás, quizás, quizás (Loewe) com Jennifer Pugh e produção de Eugenio Recuenco

Aprecio a publicidade, sobretudo quando elaborada com cuidado, arte e imaginação. Se a imprensa e toda a comunicação social, como bem se sabe, são o 4º poder, não há dúvida de que o 5º é publicidade. Cada vez mais virada para os sentidos, brinca com a nossa sensibilidade, apelando para os nossos instintos mais primários. Os publicitários são hoje psicólogos, que cuidadosamente sabem onde tocar e a que recantos mais longínquos da nossa mente devem chegar. Alguém escreveu que a pena é mais poderosa do que a espada. Verdade. As profecias dizem que Cristo virá para matar com a palavra, - Aquele que nunca deixou nada escrito (ou deixou e a areia tratou de engolir-lhe as palavras) - e houve até um imperador chinês que mandou queimar todos os livros para que houvesse memória apenas desde o seu reinado (mais tarde um ditador sentado na mesma cadeira, fez algo semelhante). Mas quem escreveu aquela máxima nunca viu uma imagem num ecrã. Hoje, a imagem é mil vezes mais forte do que a palavra e mil vezes mais afiada do que a espada. Quem quer vender perfumes, manteiga ou presidentes das repúblicas, sabe-o bem. Tudo se vende, tudo se compra, tudo se transforma (e nem sempre de bom para melhor...).

24 de novembro de 2008

Tradição ou ódio de estimação?

Enviaram-me recentemente este vídeo. Segundo a mensagem que o acompanhava, terá sido censurado ou impedida a sua transmissão na televisão. Toda a acção é francamente violenta: um grupo de jovens (na sua maioria) apedreja outra jovem. A lapidação é acompanhada por um texto que compara a situação à das touradas. Ponto 1: que eu saiba nunca foi tradição em Portugal o acto de apedrejar pessoas. Quando muito houve actos espontâneos ou premeditados (mas pontuais) de violência dirigidos a indivíduos ou grupos de indivíduos em contextos específicos de crise (ex. o Pogrom de 1506 contra judeus de Lisboa). Nunca, felizmente, se fez tradição disso. Aliás, frequentemente, da boca de muitos fanáticos se compara a tourada e os touros de morte às sentenças da Inquisição. Novo erro (gravíssimo), novo anacronismo: nunca os actos decorrentes da acção do Tribunal do Santo Ofício resultaram em transmissão geracional de processos e actos miméticos com vista à preservação de conhecimento vital à construção identitária ou ao impedimento da desestruturação do sentido de comunidade. Em alguns casos, bem conhecidos, como no do Porto, no século XVI, nos autos de fé onde se lançaram condenados à fogueira, houve uma reacção de repulsa que testemunha bem a condenação popular deste tipo de actos. O que me leva ao ponto 2 de análise deste vídeo: colocar na mesma linha de análise o sofrimento humano e o sofrimento animal é demagógico e irracional. Abomino a violência prepertada contra qualquer ser vivo: a prova disso é que acolho em minha casa animais que recolhi da rua e não por vaidades ou modas, mas não suporto este tipo de campanhas. Em alguns locais da Europa e dos Estados Unidos da América há mais dinheiro gasto com animais domésticos do que com desalojados ou pobres. É esta a mensagem que queremos fazer passar à humanidade: que escolha entre os animais e o seu semelhante? A questão das tradições dos touros de morte e das touradas é mínima (e, repare-se, não defendo estas práticas, nem sou seguidor das mesmas) quando comparada com a violência dirigida a animais domésticos e outros. Então, porque não salvamos os frangos de aviário, mortos para consumo; os cães horrivelmente mutilados que se encontram nas sarjetas, por todas as estradas deste país; os patos alvejados para gosto de uns e outros; os lobos perseguidos, as serpentes mortas por simples ofiofobia! Não? Fazer uma campanha deste género para passar uma mensagem de ódio é digna de alguém menos carinhoso do que um animal...irracional.