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8 de junho de 2012

Pequenas sacanices.


Não tenho particular apreço pela política cujo rosto é Rui Rio. Mas não tomo a árvore por uma floresta, como faz a maioria das pessoas e sobretudo os média que acham que, em democracia, é um político ou um conjunto deles, quem detém a culpa de todos os males. Supostamente em democracia é o tal povo, o tal que vota, que participa em cidadania e que paga os seus impostos, que reparte com os políticos a responsabilidade de manter o sistema. Isto é, se efectivamente se sentir responsável, já que a balança dos direitos e deveres, pende mais para os direitos. Isto a propósito da polémica espoletada por um certo chico-espertismo a que alguns dão o nome de indignação: numa publicação destinada a promover a restauração na cidade (e, repare-se, falamos de promoção turística, imagem da cidade, publicidade) alguém, a coberto da vingançazinha colectiva, resolveu inventar uma frase de protesto numa das paredes do mercado do Bolhão. Precisamente a parede voltada à fotografia de capa do Guia de Restaurantes. A frase é explícita, um pouco de mais até: RIO ES UM FDP, sendo FDP, acrónimo para filho da puta, como se entende. A coisa é mesquinha. Revela bem aquilo que ainda alimenta a chama salazarista e se designaria de bufaria, delação, toca e foge. Não gosto de generalizações culturais, mas isto é muito genético: a incapacidade para dizer frontalmente o que se escreve de forma subliminar ou ás escuras.

29 de janeiro de 2011

Com papas e bolos.


Bem sei que o que vende é a estória e não a História. Mas começo a ficar um pouco farto pela forma como se trata a historiografia e os historiadores em Portugal. Somos carolas que contam lendas. Uma espécie de anciãos precoces que, a troco de nada, aparecem nas televisões, fazem umas crónicas e vivem de ar e vento. Digo-o com todo o respeito pelo Joel Cleto que é arqueólogo e devia saber o que custa afirmar-se no espaço científico. Mas assim não vamos lá. E a historiografia do Porto, que já nem escola de estudos históricos locais pode dizer que tem (ao contrário da Olisipografia), bem o sabe já que os nomes que saltam em defesa dos patrimónios da cidade são amadores que editam belos álbuns com estorietas: Germano Silva, Júlio Couto, Hélder Pacheco. Novamente, com todo o respeito, há lugar para todos. Mas um pouco de seriedade não fazia mal. Até por uma questão de educação (no sentido lato e pedagógico do termo).

28 de julho de 2010

Dos anónimos.

Em 12 de Julho de 1738 entrou neste Hospital [D. Lopo de Almeida] hum homem que trouxerão em hua cadeira huas molheres do Reimão e ai disserão ellas o acharão sem fala com hum accidente e porque elle homem que paressia galego logo faleceu se não soube quem hera nem como se chamava.

27 de julho de 2010

Os galegos e Portugal: uma servil amizade.


Imagem picada daqui


Dado que o Obliviário tem sido visita amiúde dos nossos irmãos gémeos (separados à nascença), desse bonito rincão chamado Galiza/Galicia, não podia deixar de presenteá-los com uma das mais curiosas descrições da sua presença em Portugal oitocentista. Trata-se do testemunho de James Murphy, um britânico que de passagem pelo Porto em 1788 deixou o relato sobre a presença dos galegos nesta cidade. O texto é expressivo o suficiente sobre a condição social e profissional destes milhares de homens e mulheres e a sua relação com Portugal (veja-se hoje o caso de trabalhadores de leste e de África) dispensando comentários mais elaborados:

«Os trabalhadores com mais emprego são nativos da Galiza, província de Espanha; por isso são chamados Galegos. O seu número ronda os 8 milhares só na cidade do Porto, enquanto em todo o reino pensa-se existirem não menos de 50 mil galegos destes aventureiros industriosos. Se o meu cálculo está correcto (e não possuo autoridade para o afirmar veementemente) e se cada homem ganha, em média, 18 pence por semana, então o comércio mais lucrativo de Portugal é feito pelos Galegos, pois as suas poupanças, de acordo com estes cálculos, chega a 195 mil libras por ano, que eles mandam para a sua terra. Aqueles que testemunharam o seu modo de vida, admitiram que a soma é inferior ao calculado, pois os Galegos são os indivíduos mais poupados do Mundo. São alimentados gratuitamente à porta dos conventos, alojam-se nas caves de vinho, nos estábulos ou nos claustros, vestem os trapos em que habitualmente dormem. No entanto muitos deles possuem propriedades e casas na sua terra, para onde regressam, partindo pela família o seu salário suado, retirando-se finalmente com o suficiente para viverem independentes do seu trabalho e para passar o ocaso da vida aproveitando a felicidade doméstica. Para honra desta raça industriosa não devemos esquecer que a atracção do ganho raramente levou algum delas a cometer algum tipo de acção desonesta.»

James Murphy [1760-1814] – Travels in Portugal […]. Londres: A. Strahan, and T. Cadell and W. Davies, 1795.

30 de janeiro de 2010

Notícias da Mui nobre e sempre leal


Palácio do Conde de Vizela

O que Serralves tem a ver com o 31 de Janeiro?
Nada. Ligada à figura de dois aristocratas - Carlos Alberto Cabral e Delfim Ferreira, respectivamente Conde de Vizela e Conde de Riba d'Ave - o espaço de Serralves associa-se ex nihilo às Comemorações do Centenário da República. Lucra com isso, é óbvio e já percebemos que em Serralves o que interessa é fazer dinheiro, a qualquer custo.
Entretanto, 4 artistas querem comer da mesma malga: Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Sérgio Godinho. Vão cantar os gloriosos feitos republicanos. O primeiro vem dizer que «É o povo quem exerce a soberania». Se assim fosse não era o Rui a ser contratado, mas o Quim Barreiros.


O banqueiro portuense Artur Santos Silva é mais monárquico do que pensávamos, afinal. Filho e netos de republicanos, tem orgulho nas suas raízes burguesas e revolucionárias. Do avô chapeleiro, ao pai político até à banca de A. Santos Silva, vemos como a hereditariedade conta. Mas isso já o sabíamos por Mário Soares a quem sucederá no reino de influências e prestígio o filho João Soares, ou no casos das filha quer de Almeida Santos, quer do do acérrimo do historiador republicano Carvalho Homem, etc etc. Quem sai aos seus não degenera, e é verdade. Esta é a nossa república de pais e filhos, de pequenos reinos de influência e poder. Hoje, em vez de uma família para sustentarmos, temos muitas. E são bocas que se alimentam bem.


E os Tripeiros o que terão a dizer acerca disto?
Provavelmente nada. Não é com festejos e recriações históricas que esta república doutrinará. Na segunda-feira, ninguém se lembra do 31 de Janeiro de 1891, porque para quem tem que se levantar ás 6hs da manhã, e tem prestações para pagar ao fim do mês, o relambório propagandista, mesmo à custa de 10 milhões de euros, não conta para nada. Vão ser necessário muitos anos de celebrações, de lavagem cerebral dos nosso alunos para criar republicanos em Portugal.

26 de janeiro de 2010

Tesouros da cidade do Porto #1


(clique sobre a imagem para apreciar)


Tríptico do Espírito Santo
Pintura sobre carvalho do Báltico
Autor desconhecido (atrib. Van Orley)
c. 1512-1517, Antuérpia (?)
Prov. Capela do Espírito Santo de Miragaia (até 1877)
Hoje depositado na Sacristia da Igreja Paroquial de Miragaia)

9 de janeiro de 2010

Respondo sim. Para mim as cidades são as pessoas. São as pessoas que vivem e trabalham nelas. Aquelas que dela dependem, como diz o famoso anúncio, o ano inteiro, de Janeiro Janeiro e não só quando passam aviões ou carros. § Não percebo o tom de indignação. Associar o Porto a uma marca publicitária de bebidas energéticas é uma maneira de fazer de dinheiro? É capaz, para alguns, transitoriamente. De resto a iniciativa (que mais tarde ou mais cedo terminaria) não resolve os problemas estruturais nem da cidade nem da região. § Por isso, por muito que me expliquem, continuo sem perceber a agitação. No que alguns vislumbram um grande empreendedorismo, eu só vejo circo. Então e o trabalho da ANJE, de Serralves, do Vinho? Convenhamos que associar Porto a RED BULL não só é um insulto para a história vinícola do Douro, é fraco negócio para a cidade.

29 de novembro de 2009

O Norte, os aviões e a regionalização que se segue.


O Mundo é composto de mudança: ontem os barcos, hoje os aviões.


Corre por aí boato que versa sobre a possível transferência do Red Bull Air Race, uma competição de aviõezinhos que anualmente traz às margens do Douro uns milhares de pessoas, dando, talvez, a ilusão de que o Porto tem gente e tem poder. Porque isto do poder não é uma coisa inerte, inorgânica ou meramente geográfica. O poder emana dos indivíduos e das suas relações. Como tal sempre tive muita desconfiança em relação à regionalização. Mudar os sinais de trânsito pode alterar a circulação mas pode não diminuir/aumentar o tráfego. Acontece o mesmo com a regionalização: a mudança geográfica, imposta, dos centros de decisão pode não trazer o estatuto de centralidade. § Vejamos o caso do Porto. § Esta cidade criou uma autonomia e uma importância durante a Idade Média e a Idade Moderna. Lutou contra o Bispo e contra o Rei, mas sempre que era necessário era aliava-se a um para combater o outro. Quando todas as cidades tinham o corpo de um santo (eram, portanto, santuários) o Porto arranjou um (São Pantaleão) para se tornar invencível a uma escala espiritual. O Porto não competia com Lisboa, competia com as outras cidades da Europa, queria igualá-las (Lisboa era apenas uma pedra no seu sapato). Os seus governantes tinham o brio de pertencerem a um estatuto especial, o de cidadãos do Porto. Um tipo de nobreza, mas sem fidalguia. Havia, pelo menos, brio. Hoje, a maioria dos que defendem a região não são do Porto, nem querem que o Porto lidere uma futura e eventual Região Norte. E, se calhar, têm razão, o Porto nunca liderou nada que não fosse o seu próprio Burgo. Mas ao estilhaçar o poder, perde-lo-ão. Aqui não cabe a máxima "dividir para reinar". Se o Norte não encontra um poder , uma razão que o una, então é porque não deve ser unido. Deve permanecer como está, uma amálgama de coisas distintas vagamente descrito pelo resto do país por um sotaque, por um certo clima e por uma paisagem mais agreste. Quanto aos aviões irem para Lisboa, não me parece que seja importante a deslocalização de um evento como estes. O mais grave é que já não haja cidadãos, como aqueles de avô e pai, para lutar pela cidade. A fuga das pessoas da cidade é mais importante, do que a fuga dos pequenos e barulhentos aviões. E se forem os carrinhos de corrida, não creio vir mal ao mundo. O que a cidade não se pode deixar ao luxo de deixar fugir são os cérebros, gente activa que invista as suas ideias e a sua força aqui, em projectos centralizadores, permanentes e não apenas cíclicos. De coisas efémeras está o mundo cheio.

20 de maio de 2009

Foz_Douro_1945
Digitalização de prova fotográfica, 1945, Porto, autor anónimo, colecção de N.R.
Entre as minhas recentes aquisições está esta prova fotográfica, datada de 1945. Um grupo de jovens mulheres posa para a câmara, enquanto veraneia numa praia da foz do Douro (atrás vê-se parte da famosa e bela pérgola felizmente ainda existente). Talvez sejam costureiras (uma delas traz consigo uma bolsa com novelo e agulhas de tricot) ou criadas de servir. Supomo-lo pelos vestidos simples e pelo penteado singelo. Não usam alianças, ou jóias ostensivas. Acompanha-as a sobrinha de uma delas? Ao fundo, as barracas de tecido listado e madeira fervilham de bulício. Entre os dois planos, uma senhora, mais velha, vestida de negro, com uma criança ao colo, quase nos distrai com a sua passagem enquanto, um pouco mais adiante, um homem de fato e chapéu na mão observa o acto do fotógrafo. Era em 1945. Longe desta costa, na Europa, terminava um pesadelo de seis anos.

15 de maio de 2009

Os diálogos da cidade.

Os diálogos da cidade

(c) N.R. "Largo do Moinho de Vento, Porto, 2009

"Os diálogos da cidade"

Amanhã há por cá uma caminhada que tenho o gosto em ciceronear: "O Porto dos Escritores". Mas na preparação da mesma dei-me conta de que, por alguns dos sítios por onde vamos passar, não há nem gente, nem resquícios de uma cidade que ainda há vinte anos conheci, buliçosa e alegre. A Baixa está semeada de um pavimento granítico horroroso e de esterilidade. As paredes, pichadas com tags e grafitos com mensagens duvidosas. Esperando algum diálogo, um arquitecto menos dotado pensou em plantar as cadeiras que vêm na foto, em alguns largos. Na Batalha, a pouco e pouco, e por força do hábito, os mais velhos lá foram ocupando estes módulos, um pouco contra vontade, mas dominados pela retirada inexplicável dos antigos bancos de madeira e ferro. Noutros sítios o mais certo é, contudo, encontrarmos aquelas cadeiras sem amparo, vazias. § Esta desumanização tem tornado o Porto menos pessoal, mais fria, só para turista ver. Os portuenses, aqueles de pai e avô, são cada vez mais raros...

24 de março de 2009

Tendais (ao centro a torre sineira da igreja matriz)
(c) N.R.


Nestes dias, por força do meu ofício, têm passado pelos meus olhos centenas, se não mesmo milhares, de nomes de indivíduos que outrora habitaram casas, lugares, quintas e casais de uma extensa região entre o Porto e Lamego. Nesse percurso de folhas que eu já percorri de comboio tantas vezes, de carro em incontáveis idas e voltas e em pensamento sempre que posso, ocorreu lembrar-me do meu quinto avô, Félix Pereira, que foi enjeitado na roda do Porto por volta de 1730. Calculei esta data a partir do seu casamento que ocorreu na paróquia de Santa Cristina de Tendais a 25 de Janeiro de 1762. Teria, portanto, cerca de 30 anos quando desposou Maria da Mouta, do lugarejo de Vila de Muros. Fui à procura do seu nascimento, crente que, sendo o seu nome pouco comum por terras de Cinfães, o encontraria rapidamente. Os livros da Misericórdia que eu corri durante um dia numa cave bafienta de um arquivo do Porto, foram muito claros quanto à identificação do meu longínquo avô: se Félix era nome raro nas serranias de Tendais, era-o menos no burgo portuense de setecentos. Sem uma pista concreta, apontei o nome de todos os Félix enjeitados na primeira metade do século XVIII aguardando o dia em que o acaso me traga uma pista para resgate da memória do seu nascimento. § Dentre todos os meus avós devidamente identificados, ascendentes legítimos e ilegítimos, fidalgos e plebeus, este é um dos que mais me faz pensar. Muito embora não saiba em que circunstâncias nasceu, nem quem foram os seus pais (muito menos porque foi abandonado à sorte de rodeiras e amas), sempre me perguntei por que razão, tendo ele nascido no Porto, foi terminar os seus dias a Tendais. No século XVIII, porém, a relação entre a zona ribeirinha de Cinfães e o Porto, derivada do florescente tráfego comercial, era mais evidente do que nos dias de hoje. Das margens do Douro escoava-se vinho e sumagre, castanha, carqueja e urze ou carvão feito a partir das raízes deste arbusto. A fluidez do intercâmbio comercial ditava a dinâmica das relações sociais. Não admira, pois, que entre negócios, caminhos de foros e rendas, Félix Pereira, enjeitado da roda do Porto, viesse, por vias travessas, casar com uma senhora de Tendais. E não casou mal. Num universo marginal de filhos ilegítimos, espúrios e (ou) bastardos, engeitados e órfãos, onde o estigma de não pertencer a qualquer estatuto poderia prejudicar a ascensão social, é possível encontrar muitos casos destes, de «bons» casamentos ou matrimónios morganáticos. Maria da Mouta (1742-1809) pertencia à elite da governança municipal de Tendais. Era bisneta de um Capitão-mor e descendia, dentre vários avoengos ilustres, de um tal Francisco Maldonado, por alcunha o castelhano, nobre de Salamanca cuja filha casou em Portugal. Teria sido o casamento de Félix e Maria um casamento de amor? É provável. Seja como for, Félix Pereira devia ser homem aplicado na gestão do seu património e do da sua mulher. Em três gerações os « Pereira Félix» tornaram-se maiores proprietários em Tendais, consorciando os seus filhos com «boa gente» do concelho. E «regressaram» ao Porto: um neto, José Pereira Félix, casou com Augusta de Sousa, cuja filha Vitória Augusta de Adelaide e Sousa fundou o Café Brasil, no Passeio de São Lázaro, frequentado, primeiro pela burguesia oriental da cidade e depois por republicanos e resistentes à ditadura de Salazar. O tio materno desta fora um dos Abades de Miragaia. O café passou ao sobrinho Tibúrcio de Resende e Sousa, inflamado republicano que renegara os costados paternos, repleto de miguelistas e morgados conservadores. § Ainda conheci a sua filha, prima direita do meu avô, estimada escritora e poetisa, que muito contribuiu para que pudesse conhecer estas ligações familiares tantas vezes ocultas nos documentos e pelas fotografias. § Onde o meu quinto avô me levou....as nossas memórias nem sempre se perdem por caminhos que conhecemos, mas por outros que desejamos conhecer. É por isto que gosto da genealogia, pelo seu lado humano e dinâmico do conhecimento de nós próprios e de quem nos rodeia.

16 de fevereiro de 2009


Um do mais belos espectáculos que ocorre no Porto (quase ocultamente, dado o desinteresse dos transeuntes que ali passam apressados) é o florescimento das magnólias plantadas junto aos Congregados. Sobreviveram ao reboliço urbanístico que ali se deu e continuam a encantar, anunciando a chegada da primavera à cidade. Para mim são das árvores mais bonitas da cidade. A de flor branca já desabrochou. E mais uma vez está belíssima.

14 de maio de 2008

Senhor de Matosinhos.

Noite em Matosinhos, 2008 (c) N.R.

Moro próximo de uma rua, a Vilarinha, que outrora afunilava o corropio de gente de Aldoar, de Nevogilde, da Foz, de Ramalde e do burgo do Porto (lá longe) até aos areais de Bouças ou Matosinhos, nome porque hoje é conhecida aquela urbanização incaracterística que preenche a margem esquerda do outrora belo Leça. Se houve romaria que sempre causou assombro no meu espírito de criança foi a do Senhor de Matosinhos. Ia lá pela mão da minha mãe, espreitar as luzes e as cores. E cheirar aromas que só as feiras permitem...Já lá vão mais de 25 anos sobre essas lembranças...E o Senhor de Matosinhos, cuja construção hierográfica me seduzia pela maravilhosa conjunção de coisas impossíveis, ainda hoje é o mesmo - a imagem sécia e hierática com as longas mãos que me olha de uma cruz altíssima (num abraço infinito) e as multidões rua acima, rua abaixo, num percurso em que todos os sonhos se diluem...

8 de fevereiro de 2008

Vamos tomar um Porto?


Porto, 2004, N.R. (c). via Flickr



Cai sempre bem, como aperitivo e como digestivo.
No próximo dia 16 vai haver uma caminhada pelo centro histórico da cidade do Porto. Organizada pela Associação para a defesa do vale do Bestança, para quem quiser passar um sábado diferente a conhecer o Porto, que não é só futebol, a torre dos clérigos ou a ribeira. Inscrições, aqui. Eu vou andar por lá, a partilhar o que sei - e é pouquíssimo - para aprender mais. Porque, afinal de contas, o saber não ocupa lugar.