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23 de maio de 2011

O DNA dos principais partidos políticos portugueses.

O "DNA" dos partidos políticos portugueses a partir da análise vocabular dos seus memorandos e programas políticos

Durante a vida política, fora e dentro do Parlamento, antes, durante e depois das eleições, há sempre um discurso muito semelhante entre os partidos: todos se culpam e ninguém tem a culpa. Nesse sentido, a classe política, da Esquerda à Direita, acaba por acoitar-se sob um manto de desresponsabilização que caracteriza a Partidocracia. Numa democracia especificamente controlada por partidos, é natural que os partidos se defendam entre si, depois os seus clientes e eleitores e só depois, no final, os cidadãos, votantes e não votantes.
Para perceber até que ponto o discurso político-partidário não só é inócuo como semelhante, elaborei uma análise vocabular dos programas e compromissos eleitoral para as eleições que se aproximam. Recorrendo a um programa informático muito simples (o Polaris word count), contei os 20 substantivos mais vezes referidos pelos 5 partidos com assento parlamentar: BE / CDU / PS / PSD e CDS-PP. O resultado foi muito interessante e revela, de certa forma, como o discurso partidário se aproxima em forma e estilo de uma ponta à outra do espectro parlamentar nacional. É esquemático, pobre em conteúdo e pouco imaginativo.

14 de abril de 2011

Palavras de ministro aos ministros de hoje.



Resposta que deu certo ministro a Filipe IV rei de Espanha sobre o estado de Portugal. Monteiro, A.L.- Antiguidades curiosas. Silva & Valbom, 1870

4 de março de 2011

A sangria das estradas: a propósito de Entre-os-rios.

Via José Manuel Fernandes/facebook (c) Público


Acabo de ouvir, na rádio, um destes políticos do interior, oficial camarário com mentalidade paroquial, a falar do desenvolvimento da terra, hoje lembrada pela tragédia de há 10 anos em Entre-os-rios. Segundo ele faltam ainda as acessibilidades - sempre as acessibilidades, só as acessibilidades. Que se demora mais de uma hora a chegar ao Porto, a apenas 50 quilómetros de distância. Quem for entrevistar os políticos vizinhos, a Cinfães ou Resende, Marco de Canaveses ou Baião, ouvirá o mesmo, que faltam acessos, estradas, acessibilidade. A conversa é tão monótona como a bagagem cultural desta gente.
O cúmulo desta estupidez plasmou-se no ordenamento pós-Entre-os-rios: onde existia uma ponte que caiu devido à incúria dos organismos públicos, construíram-se 2! como uma espécie de lenitivo pela desgraça...
Falemos a sério: desde os anos 80 que o país se cobre de asfalto. Já temos 3 autoestradas paralelas, de norte a sul do país. Falta axadrezar o interior com vias rápidas, é certo. E depois? quando todo o país estiver coberto de vias? Estaremos melhor? É que, para já, a coisa piora de dia para dia, não obstante o investimento em estruturas viárias.
Estes mandantes com sotaque, pequenos régulos do caciquismo municipal, acham que o desenvolvimento maior do rincão que governam é ter rotundas com chafarizes, estradinhas e caminhos municipais ora asfaltados, ora empedrados e muitos sinais de trânsito. Entretanto, por aqueles caminho e por aquelas estradas, as pessoas continuar a migrar. O país sangra o país através das suas estradas. E ninguém vê isto?

14 de novembro de 2010

Requiem pelo país.

E pronto, ficamos a saber que a Linha do Tua não tem relevância dos pontos de vista arqueológico, arquitectónico, artístico, etnográfico, científico e técnico e industrial. E que pode ser submergida em nome dos interesses da EDP. Ficámos também a saber que, neste país, a maior parte dos políticos, dos funcionários públicos e dos cidadãos em geral se deixa corromper facilmente, se marimba para o seu património e é capaz de vender a mãe em troca de um cheque ou um bom emprego. Que não há um pingo de vergonha, nem um homem justo capaz de dizer não aos lobies e ao clima de impunidade que transformou este país, este regime, esta república virtuosa com 100 anos, num covil de ladrões e mercenários.  

1 de novembro de 2010

A choldra rotativa.

Esta fantochada orçamental veio provar que o PSD é um ver-se-te-avias, em que uma parte dos militantes podia perfeitamente votar no CDS, a outra integrar as listas do PS e uma fatia muito confortável deixar-se baloiçar entre tachos. O PSD deixou de fazer sentido e o PS sabe disso. Como partido mais devorista, alimenta-se dos restos dos outros. É assim mesmo antes de Portugal ser uma democracia. Porque haveria de mudar agora?

18 de setembro de 2010

Recortes #3


Este é o Estado de Portugal. Daqui para a frente só pode ser pior. Não pensem nos vossos filhos, não. Deixem-se estar quietinhos com a vossa vida pacata, os vossos 2 carros, as idas ao centro comercial, e as férias ao estrangeiro. Vão deitando o voto nos mesmos partidos e deixando que políticos profissionais transformem a cidadania em gestão, para que coisas como a Saúde ou a Educação sejam ultrapassadas por obras irreais de betão e ferro. Não se acautelem, não, que quando acabar o dinheiro e a comida escassear vamos ter que pôr muitas dezenas de anos de conhecimento útil em dia. O paleio sobre o Humanismo Social, o Relativismo, o Bem Público e o Desenvolvimento Sustentável vai levar-nos ao ponto de partida. Se para uns a lição vem a tempo, lamento que para as gerações futuras seja um triste castigo.

15 de setembro de 2010

Na boca de Alçada, a esperança morreu.


O comunicado de Isabel Alçada ao país é a súmula dos últimos 30 anos de experiências pedagógicas e da dança de cadeiras dos políticos e tecnocratas da educação. É bambochata. É ridículo. E trágico. Lembra a estrofe de António Nobre: "Amigos, Que desgraça nascer em Portugal.".