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26 de julho de 2010
5 de maio de 2010
Mudam-se os tempos ... (Camões estava errado)
8 de junho de 2009
Eleições Europeias em Portugal: uma síntese.
Há vários pontos a sublinhar que decorrem dos resultados eleitorais de ontem: a derrota do PS português e europeu, a pulverização dos votos e da tradicional binomia PSD/PS, e o aumento dos votos brancos ou nulos. A abstenção em que refugiam, sobretudo, os vencidos, nada diz. As eleições fazem-se com os que votam. E quem vai às urnas, ainda que não escolha nenhum dos partidos, está a enviar uma mensagem. Sócrates parece não ter percebido o cartão vermelho - o discurso da derrota foi como o são todos os seus: traçados seguindo uma filosofia de invencibilidade e de irredutibilidade preparados por assessores de imagem com PhD em marketing político. Certo é que não se trata de uma derrota nacional: se Portugal virou à direita a Europa também. Mas não deixa de ser expressiva a subida dos "independentes" ou não filiados. A Europa está a humanizar-se, e ainda bem. Voltando a Portugal o Distrito de Viseu, por exemplo, voltou a ser "laranja". Em Cinfães, um dos três bastiões socialistas daquele distrito os resultados são expressivos: PSD - 38.18%; PS - 34.93%; CDS - 8.58%; BE - 5.57%; CDU - 3.92%; PCTP/MRPP - 1.01%. De resto estão de parabéns, para além do PPD/PSD, o CDS/PP e o BE, embora não compreenda bem a festa deste partido populista: ao arruinar o PCP (retirando-lhe eleitorado vital), arrasta toda a Esquerda com eles e (bom, felizmente), impedirá o PS de conseguir a maioria absoluta. A confirmarem-se resultados semelhantes nas legislativas, uma coligação PSD/CDS poderá levar a Direita ao poder. E o BE continuará a reinar como até hoje: entre as franjas alternativas da sociedade que votam para nada mudar, apenas para serem do contra.
6 de junho de 2009
Vamos todos votar. Todos os dias.
Imagem picada daqui.Ultimamente alguns amigos e conhecidos aproveitam para me lembrar a necessidade de votar no próximo domingo. Não sei a que se deve esta necessidade eleitoralista súbita, se ao mau desempenho no actual governo, se a uma necessidade emergente de tomar consciência dos seus direitos como cidadãos. Bom, se a minha condição de cidadão se reduzir ao direito do voto, então não sou nada. Nunca poderei ser nada, como disse Fernando Pessoa. E mesmo que, eventualmente, tenha em mim todos os sonhos do mundo, o facto de ir votar não mudará o mundo. Não mudará o meu mundo, não mudará o mundo dos outros. Possivelmente mudará o mundo dos candidatos. Uns mudar-se-ão para Bruxelas, outros redecorarão a sua casa e o mundo pula e avança, com votos a menos ou a mais. § Um amigo disse-me: «é preciso é que as pessoas participem, o que me assusta é a passividade». E eu respondi que o voto é a passividade. Ir votar, voltar para casa, sentar-se no sofá e esperar que meia dúzia de políticos faça o trabalho que cada um de nós deve fazer é uma das maiores inutilidades dos tempos modernos. Vejamos o que a História nos diz: quando não havia democracia, ou quando a havia mas esta era limitada, homens e mulheres houve que do meio da massa anónima gritaram. Ousaram. Quiseram. E deixaram a sua marca de liberdade. Esse é o melhor voto, o participar exigindo, querendo, fazendo. Por isso, no próximo domingo muito embora vá votar, o meu voto será nulo. Porque a minha democracia se faz no dia a dia e não segundo um calendário eleitoral.
5 de novembro de 2008
We can be heroes, just for one day (um post sobre as eleições americanas)

Não sou dado a manifestações esquizofrénicas de teor eleitoralista, muito menos as de carácter institucionalmente republicano. As eleições nos E.U.A. são deles, não são nossas, por muito que a eleição do presidente norte-americano influa nos gráficos bolsistas do resto do universo. Contudo, assim que liguei a t.v., ainda há pouco, fui bombardeado com festejos efusivos de vitória, como se hoje tivesse nascido um mundo novo. A única grande e verdadeira conclusão que se podia tirar dos tais festejos televisivos era a de que, pelo facto de ter sido eleito um presidente de cor, tudo ia mudar, inclusivé o próprio sentido de liberdade. Acredito que, para a América seja um grande passo, dada a sua História conturbada, mas chega a ser de uma inocência tola pensar que podemos antecipar os actos ou julgar as pessoas pela cor da pele (não é o que as campanhas anti-racistas nos dizem?). Eu, quando muito posso dividir o mundo segundo o carácter das pessoas. A cor da pele, dos olhos, as diferenças físicas, a orientação sexual, política, ideológica, a religião nada disso me interessa. Se não houver humanidade, no sentido de sermos capaz de amar o seu semelhante, qualquer Homem é potencialmente mau - e eu acredito, cada vez mais, que o Homem é biológica e culturalmente mau, infelizmente. Por isso, apenas posso esperar que o sr. Obama, independentemente de ser o primeiro presidente negro da História americana seja mais um pai, do que um estratega. É de um pai que as nações precisam. E é por isso que eu sou monárquico.
27 de março de 2008
Como?
"Um jornalista da Economist esteve no Tibete durante os incidentes deste mês. Conta aqui o que se passou. É uma versão dos acontecimentos que não bate certo com a propaganda dos activistas tibetanos. A intervenção das autoridades chinesas ocorreu depois dos ataques de caracter xenófobo dos tibetanos à propriedade e à vida dos cidadãos de etnia chinesa. Note-se que os ataques foram feitos contra cidadãos chineses comuns e não contra uma qualquer força ocupante. Esta táctica é pouco consentânea com o espiritualismo e o pacifismo do Dalai Lama e dos seus apoiantes no ocidente". (João Miranda, no Blasfémias)
O J.M. que me perdoe, mas a afirmação de um jornalista não desfaz o meio século de História em que a infâmia, a morte e a vergonha pairou sobre o Tibete. Devo lembrar-lhe que um povo pacífico, que não dispunha de exército, nem de forças militarizadas ou de segurança, fundamentado apenas na espiritualidade e na relação vicinal, foi dizimado e expulso da sua pátria por um país ávido de supremacia. Eu também sou pacificista, mas confesso que, talvez infelizmente, não comungo do conceito de não-acção oriental pelo que já há algum tempo vinha questionando a passividade da comunidade internacional face ao povo tibetano e à estratégia diplomática de Sua Santidade o Dalai Lama, que muito respeito. Eu e muita gente. Os jogos olímpicos são a válvula de escape, outra coisa não esperava. Se estou de acordo com a violência? Não. Mas não podemos tolerar mais passividade. Tem morrido gente neste confronto, eu sei - a morte poderia ser sempre evitada. Mas quantos mais terão que continuar a morrer para que prossiga a colonização forçada e a destruição hedionda, por parte da República Popular da China? Depois de cinquenta anos de genocídio, de tentativa de erradicação da religião, que esse pequeno grande homem Mao Zedong dizia ser o «ópio do povo, qualquer morte vem por acréscimo e a China não pode sair isenta de responsabilidades. Politizar ou não os jogos olímpicos (e quando é que as Olimpíadas deixaram de ser políticas??) ou a Comunidade Internacional assume uma posição de força contra a opressão chinesa, ou retrocedemos no tempo, até aos genocídios em massa de Hitler e de Estaline. O Holocausto, por muito se tente, nunca se esquecerá. O que me entristece verdadeiramente é que, enquanto se pensa, só e apenas, no Holocausto, há outros holocaustos que ficam esquecidos.
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