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19 de abril de 2010

Nobre povo. Nação valente.

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!

(resposta:)
Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

(resposta:)
Agora não, que me dói a barriga…
Agora não, dizem que vai chover…
Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!

(resposta:)
Agora não, que falta um impresso…
Agora não, que o meu pai não quer…
Agora não, que há engarrafamentos…
Vão sem mim, que eu vou lá ter…


Letra da música Movimento Perpétuo Associativo, dos Deolinda.

20 de maio de 2009

Antony, o iluminado.



Graças à intervenção providencial de uma amiga (e este é o meu agradecimento público para ti!) pude assistir anteontem a um concerto que aguardava há muito, pelo menos desde 2005. Nessa altura Antony and the Jonhsons apresentaram-se na Casa da Música. Eram já, internacionalmente, um caso raro de devoção. De facto não é para menos: a voz de Antony Hegarty é inigualável e a sua imagem um estranho caso de excentricidade inata. Mas tudo isso se anula na modulação da voz, do piano e ocasionalmente do saxofone e do violoncelo. O concerto, no Coliseu, foi extraordinário. E a presença de Antony em palco também. Pouco habituado a um público mais rufia, como o do Porto, respondeu a piropos, falou sobre Obama, referiu o seu paganismo e o conflito mais ou menos declarado com o catolicismo de infância. Não obstante, prevê a chegada de um Cristo feminino que andará sobre as águas e converterá o mundo a um amor universal. E não esqueceu de referir as preocupações a nível ambiental: se temos consciência de um problema somos responsáveis pela sua solução, disse. § Se a solução passasse por Antony com certeza que a sua voz chegaria ao âmago dos corações mais empedernidos.

21 de março de 2009

A tal portugalidade (em verso).

Álbum "Companhia das Índias"
Música "Morremos a rir"
(Rui reininho/Slimmy) (c) 2008
À partida
num quarto escuro sem roupa dorme a miss Velha Europa
acorda na Grande Migalha da China
sonhava ter descoberto a América ao sair da tropa
a escrava africana soprava as velas à pequenina

Venham mais mouras e celtas vândalos poetas
marquises de alumínio romenas, ciganas mas mais indianas
florbelas, cancelas abertas sem condomínio

Fomos viajar sem sair do lugar
vamos encalhar se o motor não pegar
vamos lá subir sem tentar decair
fomos naufragar e morremos a rir
morremos a rir

Alguém sabe onde é o Quinto Império
alguém sabe onde mora o terceiro mundo
Venham mais mouras e celtas vândalos poetas
marquises de alumínio romenas, ciganas mas mais indianas
florbelas, cancelas abertas sem condomínio

Fomos viajar sem sair do lugar
vamos encalhar se o motor não pegar
vamos lá subir sem tentar decair
fomos naufragar e morremos a rir
vamos adorar o TGV chegar
vamos aterrar sem sair do hangar

Fomos todos parir se o esperma permitir
morremos a rir

Fomos viajar sem sair do lugar
vamos encalhar se o motor não pegar
vamos lá voar sem tentar decair
fomos naufragar e morremos a rir
morremos a rir
morremos a rir
(a letra foi retirada daqui, com algumas correcções)

1 de maio de 2008

O moralismo MTV



O moralismo MTV é muito simples de descrever: a um anúncio sobre a necessidade de usar o preservativo para previnir a infecção pelo hiv ou outras dst's seguem-se vários programas sobre como enganar a namorada ou o namorado, como partir as duas pernas numa proeza idiota ou ainda como ser-se promíscuo em dez pontos. Findo estes aparece uma senhora semi-nua a esfregar-se em água e sabão, fazendo notar as proeminências do seu corpo e trauteando uma música que apela para tudo menos para a necessidade de nos mantermos puros e castos. Ainda agora mesmo a Madonna e o Justin Timberlake pedem que arranjemos um rapaz ou uma rapariga e façamos em 4 minutos o que não fizemos a vida toda.

26 de janeiro de 2008

...e tira esses olhos do chão!




«Amanhã não estaremos aqui veja se bebe um pouco e sorri e tira esses olhos do chão! O futuro é lindo: eu já vi! E o avião vai directo para lá! Vamos embora dessa aflição!».

Era mesmo o que eu precisava ouvir. E ver.
Um dos melhores vídeos e uma das melhores músicas de produção portuguesa. Esquecida, claro. Ah saudades dos Belle Chase Hotel...!