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20 de agosto de 2010

De Bestiais a Bestas.

foto Teresa Cardoso/JN (C)

Jorge Rodrigues, residente em Salgueirais, concelho de Celorico da Beira, percorreu, ontem, cerca de oito quilómetros sem carroça e sem burra, para ir ouvir a sentença do tribunal. “Fizémos a viagem a pé, debaixo de uma torreira, e só parámos para comer um bocado de pão com chouriço empurrado por pinga de água”, relatou Conceição, mulher do arguido. via JN


Não querendo desvalorizar a infracção, nem sequer a prática do alcoolismo...mas, usando um pouco de bom senso (coisa que falta a muitos juízes e políticos obcecados com a ditadura do legalismo) devemos convir que é uma acusação/condenação um pouco estapafúrdia. Mais, ainda, conhecendo o estado de impunidade em que nós portugueses, vivemos, a tantos outros níveis, como os da corrupção, do tráfico de influências, etc. E curiosamente é um dos países da Europa mais avançado em termos de legislação e de outras paragonas dos Direitos Humanos. Como é ténue, afinal, a linha que separa bestiais de bestas (com todo o respeito pela burra que o sr. Jorge Rodrigues conduzia).

12 de abril de 2010

Deus ex machina

«Porquê esta fixação na Igreja? Herman esclarece que, "na altura, estávamos convencidos de que um dos problemas maiores da sociedade portuguesa seria a pressão obsessiva da Igreja Católica sobre o poder político. Já em 1988 - apesar de ninguém mo ter confirmado - consta que o final do programa Humor de Perdição teria tido mão pseudodivina. Estava no entanto longe de imaginar que, dez anos mais tarde, teria a prova de que os mais perigosos garrotes da liberdade de expressão desta espécie de democracia residem dentro das togas e não das batinas".»

Herman José, sobre a pretensa censura do Humor de Perdição. E sobre a «censura», em geral.