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17 de dezembro de 2011

O casal Silva


não tem uma árvore. Tem três. Para mostrar quem manda.
A que figuras se prestam algumas pessoas, em nome de coisas nas quais nem sequer acreditam...
Nota: chamo atenção para as sugestões do youtube a quem visualiza este vídeo institucional.

16 de dezembro de 2011

Provavelmente...


a pior entrevista que eu lá li na Ler. A Ler deixou de se poder ler depois disto. Não é o só o título de capa que cheira a senilidade, é todo o discurso do senhor em epígrafe que tresanda a fora de moda, a anacronismo, a demodé barato. A grande tragédia desta criatura é não saber ser nem estar como todos os outros da sua geração: quietinhos, em casa, à lareira, com uma mantinha sobre os joelhos e a ver as Manhãs da Júlia.

25 de setembro de 2011

A doença do igualitarismo

já chegou a Cinfães. Ao que parece nas escolas primárias do concelho reinstituiu-se o uso de bata para não haver pruridos de classe entre as crianças. Era, pelo menos, essa a justificação de uma professora e do director do agrupamento. Com batas não haverá distinção de classe (nem género). Apenas crianças a brincar alegremente num mundo sem barreiras sociais.
Não sei se ria, se chore. Parece uma fábula bolchevique mal contada.
Se me dissessem que a bata era indumentária útil, para não sujar a pouca roupa disponível que algumas crianças têm, a notícia passaria despercebida, tudo bem. Mas justificar com a diferença ou o estatuto social, não só é de uma imbecilidade atroz, como revela uma miopia ideológica há muito fora de moda.
Se o que querem é arrumar a pobreza para debaixo da bata, vão ter que arranjar muitos pares delas.
E se querem uniformizar as crianças à condição de indivíduo totalmente asséptico e não diferençável, sugiro que comprem uma daquelas máscaras brancas que os anónimos usam nos programas da tarde. Assim esconderão também as crianças menos bonitas.

24 de novembro de 2010

O Facebook, às vezes, tolda o discernimento.

Já aqui falei das petições online e do quanto elas valem, mas desde que o facebook começou a tomar força entre os meios de comunicação cibernética, começaram a surgir páginas a favor ou contra tudo e mais alguma coisa. Algumas delas puseram em circulação uma proposta ao que parece surgida na cabeça de um ex jogador de futebol, o Eric Cantona, que incita os cidadãos de todo o mundo a retirarem o seu dinheiro das contas bancárias no dia 7 de Dezembro, como forma de protesto contra a suposta crise que assola o planeta. Ora muito bem, vamos supor que no dia sugerido eu me dirijo a uma sucursal bancária e peço para retirar todo o meu pé de meia, ou dinheiro da conta corrente, requisitando, de seguida, que me fechem a conta. Depois, levo as notinhas e as moedas para casa. Guardo-as debaixo do colchão, ou num daqueles cofres portáteis e aguardo pacientemente pela vingança ao sistema económico. É óbvio que a maioria destas pessoas que age por impulso, sem discorrer um momento que seja no que está a aceitar ou propor fazer em conjunto com milhares de incautos. Não é assim que se remedeia ou resolve o mal feito. Aliás, ao embarcar nesta idiotice virtual, está a dar razão a este sistema que provocou o pré-colapso deste capitalismo sem freio: é que, afinal, tudo isto se deveu à corrida desenfreada por bens imateriais, por produtos não palpáveis ao alcance do crédito fácil. Se os mesmo néscios que andam a gritar naquela bolha chamada facebook contra a crise, deixarem de alimentá-la ao comprar sensações ou férias às prestações, talvez se consiga inverter o rumo desta enxurrada. Caso contrário, clicar em gosto no facebook ou fazer o papel ridículo de guardar o dinheiro numa caixa de papel em casa não resolve nada. Absolutamente nada.

16 de abril de 2010

... e outras metarmorfoses

Fala-se muito em sexualidade. Uns porque consideram o corpo livre, tão livre para fazer, desfazer, corromper, destruir como bem aprouver ao proprietário (mas sempre com preservativo); outros porque advogam o corpo sagrado, temente, cujos ímpetos devem ser refreados com flagelos ou cadência copulares monogâmicas. Eu advogo o respeito e o equilíbrio, ou a stasis, em que o corpo seja uma extensão da alma, ou da psiqué, e que única restrição seja o outro e não os Outros. Mas a essas sexólogas patetas e aos psicólogos de voz melíflua que gostam de advogar teorias e fábulas, eu gostava de recomendar o chat roulette. Só precisam de uma webcam. É melhor do que aulas teóricas. Está lá o mundo todo, "livre", "puro e casto" que uns e outros imaginam e outros advogam. Ah e está também a pedofilia, de uma forma bastante diferente daquela que ouvimos falar, em que a pretensa vítima é aqui o predador.

21 de janeiro de 2010

Histeria em vez de História.




D. Afonso VI
- Psicopata
João César Monteiro - Estado-limite de personalidade
Marquês de Pombal - Paranóia
Fernando Pessoa - Pseudo-loucura
D. Maria I - Delírio de Cotard
Antero de Quental - Bipolaridade
Margarida Vitória - Perturbação histriónica
Ângelo de Lima - Esquizofrenia
Joana Amaral Dias - Histeria (versão psicológica da História)

8 de setembro de 2009

Coisas em que ninguém pensa.

A histeria à volta da Gripe A, que se diluirá com a chegada do Inverno (época em que ninguém saberá se tem Gripe A, B ou C) serviu (valha-nos isso) para, de alguma forma, empurrar a economia que estava com sintomas de constipação. Como graças à globalização um espirro na China equivale a uma descida brusca dos gráficos em Wall Street, as farmacêuticas, no seu afã produtivo para produzir Tamiflu e vacinas suficientes para nos drogar a todos, contribuíram para a subida dos indicadores económicos - que estavam tão ou mais deprimidos do que a Manuela Moura Guedes quando confrontada com a notícia do cancelamento do seu Jornal das Sextas Feiras. § Bom, mas como não há bela sem senão, a campanha preventiva, profiláctica, publicitária, chamem-lhe o que quiserem, que enche as paredes de todos os serviços e lugares públicos e aparece ad nausea em todos os serviços noticiosos apela para uma lavagem desenfreada das mãos como forma de erradicar o vírus que se entranha nos dedos e em todos os lugares possíveis, como coisa agarradiça e peçonhenta que é. Mais lavagens significa mais uso de água, mais uso de detergente, mais químicos pia abaixo. Logo, aumenta o desperdício do líquido vital, aumenta o contágio das águas com químicos poluentes e o que dá com uma mão (a saúde individual) o tira imediatamente com a outra (saúde pública). Eu, que desde a Escola Primária ainda tenho presente os ciclos da água e da vida sei, por A mais B, que tudo flui e tudo regressa. Dizia Lavoisier e muito bem: nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Não vai ser preciso esperar muito para a Gripe A se transformar noutra coisa qualquer. Esperemos é que não seja uma coisa bem pior. Daquelas que nem as farmacêuticas e os políticos nos podem salvar.

8 de abril de 2008

A horrível beleza das estatísticas.


Detesto, mas detesto de morte, as estatísticas que os media nos tentam impingir. Como esta: «Portugal com um novo caso de cancro a cada seis horas». Quantas horas são necessárias para que todos os portugueses acabem cancerígenos? ou «a cada dez segundo morre uma pessoa com sida», ou ainda «quatro jovens contraem o vírus hiv, em todo o mundo, em cada minuto» - não é difícil fazer as contas para imaginar que em poucos anos morremos todos. Todinhos. Não fica cá ninguém, porque com esta simplicidade numérica do um mais um igual a cinco caminhamos todos para o mesmo destino. Isto não é informação. É estupidez.