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25 de julho de 2011
10 de maio de 2010
A ler:
Entrevista de José Mattoso ao Diário de Notícias (3-4-2010)
[...]
Quando investigou Afonso Henriques, criou a dúvida sobre se o seu nascimento acontecera mesmo em Guimarães ou Viseu.
Não fiz uma investigação pessoal, antes aceitei a tese do historiador Almeida Fernandes e limitei-me a dizer que seria a tese mais segura. No entanto, acabei por concluir que não era tão segura como pensava e considero que é necessário voltar a examinar a questão se ela nos interessar mesmo. Dei essa opinião na biografia sobre Afonso Henriques sem pensar que iria constituir uma base para uma polémica e quando realizaram o congresso invocaram a minha opinião. Parece-me, no entanto, que esta polémica sobre a terra onde o rei nasceu é excessiva, por-que questiono qual é a importância exacta sobre se a terra natal do nascimento do rei é Guimarães ou Viseu? Do ponto de vista histórico, é praticamente nenhum, porque o rei não fez a sua vida em nenhum destes lugares, mas em Coimbra e a partir desta cidade.
Mas foi uma dúvida [o local] que causou bastante polémica.
Concordo, mas não se verifica por razões históricas, mas de rivalidade paroquial entre duas cidades. Diria que é uma espécie de manifestação de incultura histórica.
[...]
Depois de ter sido monge beneditino, como está a sua fé?
Vai bem, obrigado.O mundo assiste a grandes quebras na fé e ao aparecer de outras. São solução para os crentes?Se está a perguntar o que acho da difusão das seitas, ou da influência do pensamento oriental, budista ou islâmico, acho que isso pode provocar em Portugal uma fragmentação quando comparado com a situação de unanimidade que existia antes de 25 de Abril. Mas essa profusão tem aspectos positivos, e um deles, com passos insuficientes mas muito importantes, é o do diálogo entre religiões. Agora, que uma religião proponha aos seus fiéis matar os adversários em nome de Deus é uma blasfémia e um insulto à noção de Deus. A fé verdadeira em Deus é incompatível com a guerra religiosa. É por isso que o trabalho do diálogo entre religiões é importante, até porque as religiões são um factor muito importante para a paz no mundo. Se até aqui foram um factor de luta e de guerra, actualmente é inconcebível devido à própria base da religião que afirma que Deus não pode matar ou mandar matar por razão nenhuma.[...]
[...]
Quando investigou Afonso Henriques, criou a dúvida sobre se o seu nascimento acontecera mesmo em Guimarães ou Viseu.
Não fiz uma investigação pessoal, antes aceitei a tese do historiador Almeida Fernandes e limitei-me a dizer que seria a tese mais segura. No entanto, acabei por concluir que não era tão segura como pensava e considero que é necessário voltar a examinar a questão se ela nos interessar mesmo. Dei essa opinião na biografia sobre Afonso Henriques sem pensar que iria constituir uma base para uma polémica e quando realizaram o congresso invocaram a minha opinião. Parece-me, no entanto, que esta polémica sobre a terra onde o rei nasceu é excessiva, por-que questiono qual é a importância exacta sobre se a terra natal do nascimento do rei é Guimarães ou Viseu? Do ponto de vista histórico, é praticamente nenhum, porque o rei não fez a sua vida em nenhum destes lugares, mas em Coimbra e a partir desta cidade.
Mas foi uma dúvida [o local] que causou bastante polémica.
Concordo, mas não se verifica por razões históricas, mas de rivalidade paroquial entre duas cidades. Diria que é uma espécie de manifestação de incultura histórica.
[...]
Depois de ter sido monge beneditino, como está a sua fé?
Vai bem, obrigado.O mundo assiste a grandes quebras na fé e ao aparecer de outras. São solução para os crentes?Se está a perguntar o que acho da difusão das seitas, ou da influência do pensamento oriental, budista ou islâmico, acho que isso pode provocar em Portugal uma fragmentação quando comparado com a situação de unanimidade que existia antes de 25 de Abril. Mas essa profusão tem aspectos positivos, e um deles, com passos insuficientes mas muito importantes, é o do diálogo entre religiões. Agora, que uma religião proponha aos seus fiéis matar os adversários em nome de Deus é uma blasfémia e um insulto à noção de Deus. A fé verdadeira em Deus é incompatível com a guerra religiosa. É por isso que o trabalho do diálogo entre religiões é importante, até porque as religiões são um factor muito importante para a paz no mundo. Se até aqui foram um factor de luta e de guerra, actualmente é inconcebível devido à própria base da religião que afirma que Deus não pode matar ou mandar matar por razão nenhuma.[...]
17 de outubro de 2009
[...]
A ler, no Jugular, por Paulo Pinto, Historiador.
[...]Sim, porque História sempre foi uma coisa especial. Escrevi há tempos, por aqui, que "é a puta mais deslavada e maltratada de que há memória, de quem toda a gente se serve e que ninguém respeita ". É que nem é ciência, nem letras, nem artes. Um cientista é um cientista, lida com avanços do conhecimento humano, viagens a Marte, curas para o cancro, nanotecnologia e coisas afins, tem uma linguagem superior, um vocabulário esotérico. Um homem de ciência, caramba. Um letrado, bom, um escritor, merece respeito, senão ninguém escreveria romances e basta ir a uma livraria e ver os escaparates cheios de gente que escreve memórias, mexericos, romances históricos, enfim, uma panóplia de pãezinhos quentes. Um artista é um artista, está acima dos mortais que teimam em ver rabiscos ou monos ou coisas esquisitas onde estão linhas, cores, traços, visões, volumes, plasticidades, conceitos, emoções e essências humanas.
A ler, no Jugular, por Paulo Pinto, Historiador.
12 de outubro de 2009
#Sugestões (1)
Retomando o espírito inicial deste blogue, aqui vão alguns recortes sobre assuntos ligados à História e à Cultura
#1: Uma nova visão sobre Trotsky, no Telegraph;
#2: Uma descoberta surpreendente em Guimarães: os ossos de São Gualter. Também pode ler, com mais detalhe no Araduca, um trabalho sobre todo o contexto histórico e artístico daquele culto.
#3: Um blogue interessante com materiais para a história dos cem anos da República Portuguesa;
#4: O novo site do IGESPAR (antigo IPPAR) que condensa a informação do Endovélico (IPA)
#5:«Casas e Brasões», blogue utilíssimo para aquilatar da riqueza e diversidade do nosso património heráldico e arquitectónico civil em Portugal;
#6: «Porto Antigo», um blogue que nunca me canso de consultar pois é um repositório vivo da Memória recente e mais antiga da cidade do Porto;
#7: Biblioteca Digital Mundial: um projecto planetário para constituição de uma base de dados de iconografia e cartografia de todos os países.
E, no rescaldo das eleições:
Os resultados a nível nacional das Autárquicas 2009;
#1: Uma nova visão sobre Trotsky, no Telegraph;
#2: Uma descoberta surpreendente em Guimarães: os ossos de São Gualter. Também pode ler, com mais detalhe no Araduca, um trabalho sobre todo o contexto histórico e artístico daquele culto.
#3: Um blogue interessante com materiais para a história dos cem anos da República Portuguesa;
#4: O novo site do IGESPAR (antigo IPPAR) que condensa a informação do Endovélico (IPA)
#5:«Casas e Brasões», blogue utilíssimo para aquilatar da riqueza e diversidade do nosso património heráldico e arquitectónico civil em Portugal;
#6: «Porto Antigo», um blogue que nunca me canso de consultar pois é um repositório vivo da Memória recente e mais antiga da cidade do Porto;
#7: Biblioteca Digital Mundial: um projecto planetário para constituição de uma base de dados de iconografia e cartografia de todos os países.
E, no rescaldo das eleições:
Os resultados a nível nacional das Autárquicas 2009;
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