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14 de março de 2011

12 de dezembro de 2010

A História escreve-se com fontes, não com opiniões.

Há alguns anos atrás comprei, num alfarrabista do Porto, este Catálogo de Inverno dos extintos Armazéns Grandela. É um documento extraordinário a todos os níveis sobre o quotidiano em Lisboa e em Portugal nas vésperas da Grande Guerra. Testemunho publicitário da capacidade para ultrapassar a crise económica e social motivada por uma cidade em permanente sobressalto, - entre greves, atentados da púrria e golpes de gabinete com que o novo regime republicano brindou os lisboetas (estes, em particular, que viveram de perto a implantação da república, enquanto o resto do país apenas o seguia pelos jornais...) - este catálogo, dizia eu, é um repositório infindável de informações.  Verdadeira fonte histórica e iconográfica sobre vestuário masculino, feminino e de criança, de móveis e todo o tipo de adereços, preços e materiais utilizados na confecção de milhares de peças - muitas delas (julgaríamos nós o contrário) perfeitamente actuais. Por considerá-la uma fonte primárias e rara para a compreensão dos ditames da moda e do gosto no primeiro quartel do século XX e para variar um pouco da quantidade de informação que, quer pelos republicanos, quer pelos monárquicos tem sido enfiada pelos olhos dentro dos ledores, vou colocar à disposição, muito em breve, a digitalização integral deste documento via flickr. Fazer algo que os senhores dos Centenário republicano têm evitado fazer: publicar FONTES em vez de editar livros e livros repletos de blá-blá laudatório, escrito por um um pequeno e muito restrito grupo de historiadores de Lisboa e Coimbra.

13 de junho de 2010

Chover no molhado...




Acabam de sair as Memórias Paroquiais do Distrito (!) de Viseu, pela coordenação do Prof. Viriato Capela, na Universidade do Minho. Outrossim, foi lançado recentemente o 1.º volume das transcrições integrais daquelas Memórias, editado pela Caleidoscópio, segundo coordenação de João Cosme e José Varandas. Sem contar com as publicações municipais, onde monógrafos locais já transcreveram as ditas Memórias, a publicação deste tipo de fonte histórica irá, portanto, ser repetida duas vezes. Dado que o conjunto integral destas descrições já está acessível em linha no sítio da DGARQ, não estaremos a gastar tempo e recursos, quando outro tipo de fontes se perde ou jaz desconhecido em arquivos menores ou privados?