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2 de março de 2010

Conselhos excelentes


«Nunca o lavrador chegaria a colher, se todo o ano andasse perguntando como havia de semear: nunca o mercador viria a ganhar, se reparasse em todos os riscos de perder; nem não sairia do porto, nem homem de sua casa, se se cuidasse nos perigos, que se encontram ordinariamente. A regra dos bons Políticos é, que a utilidade, que se oferece presente sem consequência de dano, se há-de abraçar, sem ponderar os futuros com demasiada prudência; porque as cousas humanas estão sujeitas a casos tão vários, que raras vezes acontece o que se cuida com bom fundamento; e quem despreza a oferta do bem presente pelo temor do mal futuro, nem propício, nem certo, com dor e descrédito vem a conhecer, que perdeu ocasiões gloriosas por receios vãos. Péssimas são as providências tão subtis, que antevendo acauteladas os futuros, não tem cautela para ver o presente. Faça-se hoje o que parece bom, e venha o que vier; que ordenar as cousas bem, é de sábios; aprender dos sucessos é de ignorantes, e não os merece felizes quem por eles qualifica o conselho

António de Sousa Macedo - Flores de Espanha, excelência de Portugal, 1737

17 de novembro de 2008

Monumentos de Escrita: uma exposição a recordar.



Lembrou um amigo, e bem, que passou hoje um ano sobre a inauguração desta excelente exposição resultante de um não menos excelente projecto cujos resultados pude apreciar no Museu Grão Vasco, em Viseu. É claro que coisas como esta, no nosso país, são raras e precisam quem as acalente. Vivemos uma era de pobreza cultural motivada uma crise de criatividade - em Portugal agravada por anos e anos de uma pobre cultura de sacristia e de gabinete onde, quem singra são os lisonjeadores, os bem falantes, os pobretes e alegretes, os provincianos. Porque província, em Portugal, não é sinónimo de geografia física, mas mental e quem julga que cria com a mão estendida ou esfregando os toquinhos em sinal de servilismo, lembre-se que a vida é uma roda da fortuna. Travá-la é impossível, mas abrandar ou apressar a sua rotação, só depende da criatividade humana e não da subserviência. Os meus parabéns, pois, ao autor, fazendo votos para que soma e siga em mais e melhores concretizações.

10 de novembro de 2008

A última Mãe de Portugal.


Exposição a abrir no próximo dia 20 de Novembro,
na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa.

Mais informações, aqui.