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29 de janeiro de 2012

Citações

"Num paralelismo histórico, as empresas por detrás dos SOPA e PIPA estão para as indústrias culturais como a Igreja Católica Apostólica Romana esteve para a prensa de Gutenberg (o que não deixa de ser uma daquelas ironias em que a História é fértil). Na perspetiva de perder a exclusividade da intermediação do acesso das massas às escrituras, a ICAR começou por diabolizar a tipografia. O futuro não deu razão alguma aos resistentes, pelo contrário, desmentiu-os: a imprensa acabou por se tornar no instrumento por excelência da posterior difusão do catolicismo que sem ela nunca teria atingido a dimensão mundial de que gozou até ao século XX."

Há sempre uma vontade, vesga de resto, de certos publicistas em comparar todas as desgraças actuais da humanidade a certos factos do passado, sobretudo quando os factos (ou mais frequentemente narrativas) dizem respeito a instituições cujos fins esbarram com a ideologia do redactor. Na Europa o ultra-laicismo regojiza-se e está de boa de saúde. Neste sentido o publicista-que-tudo-sabe (desde biologia molecular até História, pois intervém frequentemente num amplo conjunto de verbetes da wikipédia) faz do seu blogue um ensaio de considerações enfatuadas sobre tudo. A Igreja Católica, que o publicista ateu ou simplesmente ignorante tornou no seu alvo preferido torna-se um compêndio de certezas, urdindo longas tramas que sustenta, só e apenas, em opiniões. A maioria delas sem a mais leve sustentabilidade crítica ou científica. Nunca algo foi tão etéreo como o discurso desta gente.

1 de dezembro de 2011

Não há esperança? Não. Ao que parece e segundo a CCIG, nenhuma.



Cartazes como este estão por todo o lado. É a nova campanha choque da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, organismo cujo título nada diz, ao contrário da publicidade que nos informa solenemente de que não há esperança. Sim senhor, é uma bela mensagem. Juntamente com a fotografia de um cadáver cheio de lacerações não haja dúvida que a mensagem há-de passar, para bem ou para mal. Onde estão os indignados do costume? As Isildas Pegado? Os puritanos que se escandalizam com alusões a sexo, prostituição e ao aborto? É que, pelo menos no sítio onde costumo apanhar o autocarro e onde está aquele cartaz param todos os dias crianças a caminho da escola.

26 de agosto de 2011

Em

Mourelos, desconhecida aldeia da freguesia de Tendais, concelho de Cinfães, uns patuscos lisboetas inventaram uma festa religiosa para beberem uns copos, comerem umas febras e deitarem uns foguetes. É um faroeste só desculpável porque possível apenas uma vez por ano. E porque em Mourelos. Como já disse aqui, vão-se embora e aldeia fica tristemente pobre como foi e sempre será.

12 de outubro de 2010

Circula pela internet uma petição a favor da restituição do nome "Salazar" à Ponte 25 de Abril. Já conta com um número considerável de assinantes. É claro que em democracia todos (todos, mesmo, os anti-democráticos) têm direito à livre expressão, mas... para quando um pouco de "juízo"? A sério, tenham juízo. Meditem, questionem muito bem sobre o que aceitam subscrever. Bem sei que nos dias que correm se não estamos do lado do Partido da Verdade*, somos considerados cidadãos de segunda, mas o espírito crítico é muito importante para conferir a qualquer indivíduo o estatuto de livre.

*O Partido da Verdade, de que falarei oportunamente, é constituído por todos os que pensam pela cabeça da maioria (que, em regra geral, se trata apenas de uma minoria com força suficiente para parecer mais daquilo que é).

2 de outubro de 2010

O pé p'rá chinela.


Em Famalicão, hoje, há um baile republicano. Parece que, por lá a Cinderela, não é nem quer ser princesa. Se calhar quer ser a bruxa má.
Está tudo maluco?

20 de agosto de 2010

De Bestiais a Bestas.

foto Teresa Cardoso/JN (C)

Jorge Rodrigues, residente em Salgueirais, concelho de Celorico da Beira, percorreu, ontem, cerca de oito quilómetros sem carroça e sem burra, para ir ouvir a sentença do tribunal. “Fizémos a viagem a pé, debaixo de uma torreira, e só parámos para comer um bocado de pão com chouriço empurrado por pinga de água”, relatou Conceição, mulher do arguido. via JN


Não querendo desvalorizar a infracção, nem sequer a prática do alcoolismo...mas, usando um pouco de bom senso (coisa que falta a muitos juízes e políticos obcecados com a ditadura do legalismo) devemos convir que é uma acusação/condenação um pouco estapafúrdia. Mais, ainda, conhecendo o estado de impunidade em que nós portugueses, vivemos, a tantos outros níveis, como os da corrupção, do tráfico de influências, etc. E curiosamente é um dos países da Europa mais avançado em termos de legislação e de outras paragonas dos Direitos Humanos. Como é ténue, afinal, a linha que separa bestiais de bestas (com todo o respeito pela burra que o sr. Jorge Rodrigues conduzia).

21 de janeiro de 2010

Histeria em vez de História.




D. Afonso VI
- Psicopata
João César Monteiro - Estado-limite de personalidade
Marquês de Pombal - Paranóia
Fernando Pessoa - Pseudo-loucura
D. Maria I - Delírio de Cotard
Antero de Quental - Bipolaridade
Margarida Vitória - Perturbação histriónica
Ângelo de Lima - Esquizofrenia
Joana Amaral Dias - Histeria (versão psicológica da História)