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10 de junho de 2010

Viva o 10 de Junho?


Eu gosto de gostar de Portugal pelo que tem de bom e não que, num dia só, me lembrem de tudo o que tem de mau...

27 de março de 2010

Notas

Às vezes, na iminência de comentar uma posta absurda, detenho-me e penso da inutilidade de o fazer. Como neste caso. Ou neste.

30 de setembro de 2009

Mudos & quedos.

Se seguirem com o vosso rato do computador até ao fundo desta página encontrarão um contador de tráfico (live trafic feed) que permite, embora com carácter impreciso, determinar a proveniência dos leitores deste blogue. Entre outros dados, o contador possibilita-me saber, por exemplo, que a maioria dos leitores chega do Brasil, seguindo-se depois Portugal, etc., e que cada um deles aparece cá depois de uma busca em portais como o Google, o UOL, etc. Acima desse contador há um outro que assinala o número de visitas que o Obliviário recebeu desde a sua inauguração. Recentemente ficou a zeros, apagando as 40000 entradas que já tinha, as quais, hoje somadas à presente quantia de 12000, fariam um interessante número de mais de meia centena de milhar de leituras. Os números não são importantes para mim, mas a proveniência dos leitores é, e deixa-me sempre surpreso. Ainda hoje registei a chegada de leitor um natural ou morador na cidade de Cornélio Procópio. Um topónimo desta estranheza assim não podia passar sem um conhecimento mais profundo. Fiz uma busca e fiquei a saber que Cornélio Procópio é um estado brasileiro do Paraná, cujo desenvolvimento se deveu ao caminho de ferro e que, em 1931, recebeu a visita do Príncipe de Gales. Não sei qual o interesse do procopiense (será assim o gentílico?) no meu blogue, mas fico honrado com a sua visita. Volte sempre, espero que tenha gostado! A internet é, de facto, um lugar estranho. Embora este blogue não seja muito comentado recebe uma média interessante de visitas (os dados são recolhidos pelo Google analitics que me informa da subida de uma taxa de visitas na ordem dos 900% no último mês!) e embora suspeite de alguns leitores, adoraria saber quem é o cibernauta (ou cibernautas) que chega(m) aqui de Braga, Lamego, Viseu, Felgueiras, etc etc. Mas a maioria fica calado o que torna este jogo muito menos interessante e às vezes sinistro. Ainda dizem que a internet mudou toda a nossa concepção do mundo. Tolice. O que eu sinto às vezes a escrever neste blogue não é muito diferente do que sentiria um escritor no século XVIII redigindo algo à luz de uma vela e ouvindo a respiração de alguém do escuro que, em silêncio, e sobre o ombro do escriba, pretendia ler o manuscrito. Acerca dos desejos, pensamentos e intenções do leitor oculto nem a internet na sua magnitude actual me pode esclarecer. O suporte é diferente, escritores e leitores os mesmos. Mas tenho um palpite, que as intenções de cada um o não são.

18 de setembro de 2009

"Um post sem título"

Quando comecei no wordpress com O Breviário, fi-lo porque tinha necessidade de comunicar. Comunicar, neste espaço cibernético, é trocar informação, sistematizá-la e processá-la de forma crítica para uso pessoal e para fruição todos os que nos lêem. Ou seja, vir para a internet escrever trivialidades, não. Não contem comigo. Muito menos usando pseudónimos, nicknames, ou que seja. Antes de mais, jogo limpo. E depois, sim, podemos "conversar". Para denunciar, contar histórias de caracácá, ou fazer propaganda, existem outros meios e outros canais. Eu acredito nas palavras proferidas e no seu poder. Desperdiçá-las é perder tempo. E o tempo, nos dias que correm, conta-se em bites.

3 de dezembro de 2008

O que são blogues?

"O PROGRAMA QUE SE CEGUE FOI
CONCIDERADO PELA DIRECÇÃO
DE GRANDE VALOR COLTORAL" (*)

Andou por aí uma moda de atribuir prémios aos blogues, em função do seu teor. Quando era ainda vivo O Breviário, este pertinente e crítico blogue ainda chegou a receber uma honrosa medalha de "blog com tomates" atribuído por leitores insatisfeitos (não com o blogue, claro, mas com tudo o resto, em geral). Proponho agora que se lance o prémio "Este blogue é uma seca", que pode repartir-se em prémios superiores ou inferiores, conforme a menor ou maior capacidade para entediar os leitores: "este blogue é uma grandessíssima seca", "este blogue é pior que o Sahara" ou "este blogue é uma seca, mas com monções", etc, etc. § Como instituidor do prémio, atribuo ao Obliviário a primazia da honra, qualificando-o como de primeiríssima seca, aborrecimento dos aborrecimentos, tédio dos tédios, chatice última de todas as chatices. Se não, vejamos: este blogue tem poucas imagens, não é light, nem zen como convém à vida moderna. É ruidoso e em constante actualização. Apoia causas, em vez de resumir-se à introspecção. Aponta defeitos, quando devia elogiar. Não comenta notícias maiores, mas chama atenção para problemas menores. Não quer salvar o mundo, mas começa por querer fazê-lo. Enfim, para que serve um blogue assim? José Adelino Maltez diz que «blogues são coisas como as canetas, os lápis, as escritas, isto é, são simples meios ao serviço de fins, que podem [ser] superiores ou inferiores». § Está certo. Os blogues podem hoje mais do que a espada, como a imprensa serviu nos inícios. Saber filtrar o conhecimento, dirigi-lo e produzi-lo é o primeiro passo para deter o poder. De vez em quando noticia-se o encerramento judicial de um blogue ou de um site pois, de alguma forma, nunca antes uma extensão da inteligência humana foi tão longe - literalmente . se compreendermos a extensão da Rede. Por isso, os blogues não terminarão enquanto gerarem receita (directa ou indirectamente recolhida pelas grandes empresas do capital cibernético) ou enquanto houver necessidade de expressão humana colectiva que pode ser, como o J.A. Maltez referiu e bem, de teor inferior ou superior. Não sei se concorde com o que Pacheco Pereira referiu recentemente num dos programas da Quadratura do Círculo, que 99 % dos blogues são lixo. Penso que a grelha a utilizar para aferir desta titulatura seria pouco flexível e extremamente injusta. Utilizando como exemplo a minha experiência (e já posso contar com mais de 10 anos a ler, comentar e a utilizar blogues) creio que se aproveita 10% de tudo o que se encontra. E encontra-se de tudo, desde blogues de culinária, a blogues de pensamentos, do tipo diarístico, pessoal, fotográfico, etc. § Os entusiastas da Democracia dirão que é a melhor ferramenta para a livre expressão. Concordo. Nem a imprensa definiu um grau tão elevado de liberdade. Mas há coisas más, terrivelmente más, inúteis e injuriosas. O mesmo espaço utilizado para difundir cultura e conhecimento esté eivado de anónimos que de um cantinho da casa expelem acusações, impropérios e desinformação em todas as direcções. Outros ocupam apenas espaço cibernético, sem qualquer função que não seja a de existir... Não cabe a ninguém censurá-los mas caberá, um dia, talvez, às empresas que emprestam os servidores ao seu alojamento, varrê-los deste espaço que, quanto a mim, deve ser útil a todos.
* Vem a talho de foice os interlúdios dos programas televisivos transmitidos pelo saudoso O Tal Canal, que eram apresentados por estas mensagens absolutamente espatafúrdias e terrivelmente mal redigidas. Um pouco como a blogosfera, um imenso reino de trapalhice.

26 de junho de 2008

Quem quer bolota...

Farto-me de conhecer gente interesseira. Pessoas que fazem tudo para terem mais do que têm, desde vender a mãe até venderem-se a si próprias. Gente que faz enredos, tramas, que quando estamos no auge, estão sempre lá, na órbita de nós e, depois, quando sentem o colapso fogem das estrelas para formar buracos negros (não sei se é assim na lógica da física quântica, mas na vida real, das relações humanas, é). Depois partem para orbitarem em redor de C ou de D, até sugarem deles o necessário à sua prossecução. Nunca haverá sossego para elas. Nunca estão satisfeitas. Eu observo-as, desde o primeiro passo em falso, jogo-lhes o jogo, assisto de camarote ao seu percurso. Sinto uma curiosidade em saber para onde vão, o percurso que fazem, a imagem que dão de si ante os outros. Por mim, já passaram imensas pessoas assim e vão, com certeza, continuar a passar muitas mais. São cometas em rota de colisão com outros cometas. Gente muito triste, muito solitária e extremamente medíocre. Porque no constante burburinho em que se movem, não ouvem, ninguém os ouve e raramente são verdadeiramente notados. Mas eles estão lá, estão aí...

1 de maio de 2008

O moralismo MTV



O moralismo MTV é muito simples de descrever: a um anúncio sobre a necessidade de usar o preservativo para previnir a infecção pelo hiv ou outras dst's seguem-se vários programas sobre como enganar a namorada ou o namorado, como partir as duas pernas numa proeza idiota ou ainda como ser-se promíscuo em dez pontos. Findo estes aparece uma senhora semi-nua a esfregar-se em água e sabão, fazendo notar as proeminências do seu corpo e trauteando uma música que apela para tudo menos para a necessidade de nos mantermos puros e castos. Ainda agora mesmo a Madonna e o Justin Timberlake pedem que arranjemos um rapaz ou uma rapariga e façamos em 4 minutos o que não fizemos a vida toda.