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26 de novembro de 2010

O sexo ibérico.


Não sendo já mau o suficiente ter baixado o espírito de José Saramago em Maria de Medeiros parece que, segundo o Jumento, ela quer tornar-se ESPANHOL. Perdemos uma actriz e os espanhóis ganham um novo actor e cineasta: Mário de Medeiros? É o que fazer ser-se tudólogo. E há blogues cujos títulos são a cara com a careta...

16 de outubro de 2009



Nasceu um novo blogue/portal. Chama-se "História de Cinfães" e destina-se à promoção e divulgação de materiais e estudos sobre a História daquele município duriense. Um contributo para, através da internet - espaço privilegiado para a pesquisa dos nossos estudantes, - melhorar o espaço historiográfico local, tão depauperado por estoriadores e comentadores que sabem sempre mais sobre a estória da sua terra, mas muito pouco de História. E porque a História não é exclusiva é quase um dever partilhá-la e discuti-la. Porque conhecer o passado não é um favor que se faz à educação e ao conhecimento ou à cultura, mas um dever enquanto cidadãos plenos que, seguros do dia de ontem, mais confiantes construirão o amanhã.

12 de outubro de 2009

#Sugestões (1)

Retomando o espírito inicial deste blogue, aqui vão alguns recortes sobre assuntos ligados à História e à Cultura

#1: Uma nova visão sobre Trotsky, no Telegraph;
#2: Uma descoberta surpreendente em Guimarães: os ossos de São Gualter. Também pode ler, com mais detalhe no Araduca, um trabalho sobre todo o contexto histórico e artístico daquele culto.
#3: Um blogue interessante com materiais para a história dos cem anos da República Portuguesa;
#4: O novo site do IGESPAR (antigo IPPAR) que condensa a informação do Endovélico (IPA)
#5:«Casas e Brasões», blogue utilíssimo para aquilatar da riqueza e diversidade do nosso património heráldico e arquitectónico civil em Portugal;
#6: «Porto Antigo», um blogue que nunca me canso de consultar pois é um repositório vivo da Memória recente e mais antiga da cidade do Porto;
#7: Biblioteca Digital Mundial: um projecto planetário para constituição de uma base de dados de iconografia e cartografia de todos os países.

E, no rescaldo das eleições:

Os resultados a nível nacional das Autárquicas 2009;

30 de setembro de 2009

Mudos & quedos.

Se seguirem com o vosso rato do computador até ao fundo desta página encontrarão um contador de tráfico (live trafic feed) que permite, embora com carácter impreciso, determinar a proveniência dos leitores deste blogue. Entre outros dados, o contador possibilita-me saber, por exemplo, que a maioria dos leitores chega do Brasil, seguindo-se depois Portugal, etc., e que cada um deles aparece cá depois de uma busca em portais como o Google, o UOL, etc. Acima desse contador há um outro que assinala o número de visitas que o Obliviário recebeu desde a sua inauguração. Recentemente ficou a zeros, apagando as 40000 entradas que já tinha, as quais, hoje somadas à presente quantia de 12000, fariam um interessante número de mais de meia centena de milhar de leituras. Os números não são importantes para mim, mas a proveniência dos leitores é, e deixa-me sempre surpreso. Ainda hoje registei a chegada de leitor um natural ou morador na cidade de Cornélio Procópio. Um topónimo desta estranheza assim não podia passar sem um conhecimento mais profundo. Fiz uma busca e fiquei a saber que Cornélio Procópio é um estado brasileiro do Paraná, cujo desenvolvimento se deveu ao caminho de ferro e que, em 1931, recebeu a visita do Príncipe de Gales. Não sei qual o interesse do procopiense (será assim o gentílico?) no meu blogue, mas fico honrado com a sua visita. Volte sempre, espero que tenha gostado! A internet é, de facto, um lugar estranho. Embora este blogue não seja muito comentado recebe uma média interessante de visitas (os dados são recolhidos pelo Google analitics que me informa da subida de uma taxa de visitas na ordem dos 900% no último mês!) e embora suspeite de alguns leitores, adoraria saber quem é o cibernauta (ou cibernautas) que chega(m) aqui de Braga, Lamego, Viseu, Felgueiras, etc etc. Mas a maioria fica calado o que torna este jogo muito menos interessante e às vezes sinistro. Ainda dizem que a internet mudou toda a nossa concepção do mundo. Tolice. O que eu sinto às vezes a escrever neste blogue não é muito diferente do que sentiria um escritor no século XVIII redigindo algo à luz de uma vela e ouvindo a respiração de alguém do escuro que, em silêncio, e sobre o ombro do escriba, pretendia ler o manuscrito. Acerca dos desejos, pensamentos e intenções do leitor oculto nem a internet na sua magnitude actual me pode esclarecer. O suporte é diferente, escritores e leitores os mesmos. Mas tenho um palpite, que as intenções de cada um o não são.

18 de setembro de 2009

"Um post sem título"

Quando comecei no wordpress com O Breviário, fi-lo porque tinha necessidade de comunicar. Comunicar, neste espaço cibernético, é trocar informação, sistematizá-la e processá-la de forma crítica para uso pessoal e para fruição todos os que nos lêem. Ou seja, vir para a internet escrever trivialidades, não. Não contem comigo. Muito menos usando pseudónimos, nicknames, ou que seja. Antes de mais, jogo limpo. E depois, sim, podemos "conversar". Para denunciar, contar histórias de caracácá, ou fazer propaganda, existem outros meios e outros canais. Eu acredito nas palavras proferidas e no seu poder. Desperdiçá-las é perder tempo. E o tempo, nos dias que correm, conta-se em bites.