Retomando o espírito inicial deste blogue, aqui vão alguns recortes sobre assuntos ligados à História e à Cultura
#1: Uma nova visão sobre Trotsky, no Telegraph;
#2: Uma descoberta surpreendente em Guimarães: os ossos de São Gualter. Também pode ler, com mais detalhe no Araduca, um trabalho sobre todo o contexto histórico e artístico daquele culto.
#3: Um blogue interessante com materiais para a história dos cem anos da República Portuguesa;
#4: O novo site do IGESPAR (antigo IPPAR) que condensa a informação do Endovélico (IPA)
#5:«Casas e Brasões», blogue utilíssimo para aquilatar da riqueza e diversidade do nosso património heráldico e arquitectónico civil em Portugal;
#6: «Porto Antigo», um blogue que nunca me canso de consultar pois é um repositório vivo da Memória recente e mais antiga da cidade do Porto;
#7: Biblioteca Digital Mundial: um projecto planetário para constituição de uma base de dados de iconografia e cartografia de todos os países.
E, no rescaldo das eleições:
Os resultados a nível nacional das Autárquicas 2009;
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12 de outubro de 2009
30 de setembro de 2009
Mudos & quedos.
Se seguirem com o vosso rato do computador até ao fundo desta página encontrarão um contador de tráfico (live trafic feed) que permite, embora com carácter impreciso, determinar a proveniência dos leitores deste blogue. Entre outros dados, o contador possibilita-me saber, por exemplo, que a maioria dos leitores chega do Brasil, seguindo-se depois Portugal, etc., e que cada um deles aparece cá depois de uma busca em portais como o Google, o UOL, etc. Acima desse contador há um outro que assinala o número de visitas que o Obliviário recebeu desde a sua inauguração. Recentemente ficou a zeros, apagando as 40000 entradas que já tinha, as quais, hoje somadas à presente quantia de 12000, fariam um interessante número de mais de meia centena de milhar de leituras. Os números não são importantes para mim, mas a proveniência dos leitores é, e deixa-me sempre surpreso. Ainda hoje registei a chegada de leitor um natural ou morador na cidade de Cornélio Procópio. Um topónimo desta estranheza assim não podia passar sem um conhecimento mais profundo. Fiz uma busca e fiquei a saber que Cornélio Procópio é um estado brasileiro do Paraná, cujo desenvolvimento se deveu ao caminho de ferro e que, em 1931, recebeu a visita do Príncipe de Gales. Não sei qual o interesse do procopiense (será assim o gentílico?) no meu blogue, mas fico honrado com a sua visita. Volte sempre, espero que tenha gostado! A internet é, de facto, um lugar estranho. Embora este blogue não seja muito comentado recebe uma média interessante de visitas (os dados são recolhidos pelo Google analitics que me informa da subida de uma taxa de visitas na ordem dos 900% no último mês!) e embora suspeite de alguns leitores, adoraria saber quem é o cibernauta (ou cibernautas) que chega(m) aqui de Braga, Lamego, Viseu, Felgueiras, etc etc. Mas a maioria fica calado o que torna este jogo muito menos interessante e às vezes sinistro. Ainda dizem que a internet mudou toda a nossa concepção do mundo. Tolice. O que eu sinto às vezes a escrever neste blogue não é muito diferente do que sentiria um escritor no século XVIII redigindo algo à luz de uma vela e ouvindo a respiração de alguém do escuro que, em silêncio, e sobre o ombro do escriba, pretendia ler o manuscrito. Acerca dos desejos, pensamentos e intenções do leitor oculto nem a internet na sua magnitude actual me pode esclarecer. O suporte é diferente, escritores e leitores os mesmos. Mas tenho um palpite, que as intenções de cada um o não são.
10 de dezembro de 2008
3 de dezembro de 2008
O que são blogues?
"O PROGRAMA QUE SE CEGUE FOI
CONCIDERADO PELA DIRECÇÃO
DE GRANDE VALOR COLTORAL" (*)
Andou por aí uma moda de atribuir prémios aos blogues, em função do seu teor. Quando era ainda vivo O Breviário, este pertinente e crítico blogue ainda chegou a receber uma honrosa medalha de "blog com tomates" atribuído por leitores insatisfeitos (não com o blogue, claro, mas com tudo o resto, em geral). Proponho agora que se lance o prémio "Este blogue é uma seca", que pode repartir-se em prémios superiores ou inferiores, conforme a menor ou maior capacidade para entediar os leitores: "este blogue é uma grandessíssima seca", "este blogue é pior que o Sahara" ou "este blogue é uma seca, mas com monções", etc, etc. § Como instituidor do prémio, atribuo ao Obliviário a primazia da honra, qualificando-o como de primeiríssima seca, aborrecimento dos aborrecimentos, tédio dos tédios, chatice última de todas as chatices. Se não, vejamos: este blogue tem poucas imagens, não é light, nem zen como convém à vida moderna. É ruidoso e em constante actualização. Apoia causas, em vez de resumir-se à introspecção. Aponta defeitos, quando devia elogiar. Não comenta notícias maiores, mas chama atenção para problemas menores. Não quer salvar o mundo, mas começa por querer fazê-lo. Enfim, para que serve um blogue assim? José Adelino Maltez diz que «blogues são coisas como as canetas, os lápis, as escritas, isto é, são simples meios ao serviço de fins, que podem [ser] superiores ou inferiores». § Está certo. Os blogues podem hoje mais do que a espada, como a imprensa serviu nos inícios. Saber filtrar o conhecimento, dirigi-lo e produzi-lo é o primeiro passo para deter o poder. De vez em quando noticia-se o encerramento judicial de um blogue ou de um site pois, de alguma forma, nunca antes uma extensão da inteligência humana foi tão longe - literalmente . se compreendermos a extensão da Rede. Por isso, os blogues não terminarão enquanto gerarem receita (directa ou indirectamente recolhida pelas grandes empresas do capital cibernético) ou enquanto houver necessidade de expressão humana colectiva que pode ser, como o J.A. Maltez referiu e bem, de teor inferior ou superior. Não sei se concorde com o que Pacheco Pereira referiu recentemente num dos programas da Quadratura do Círculo, que 99 % dos blogues são lixo. Penso que a grelha a utilizar para aferir desta titulatura seria pouco flexível e extremamente injusta. Utilizando como exemplo a minha experiência (e já posso contar com mais de 10 anos a ler, comentar e a utilizar blogues) creio que se aproveita 10% de tudo o que se encontra. E encontra-se de tudo, desde blogues de culinária, a blogues de pensamentos, do tipo diarístico, pessoal, fotográfico, etc. § Os entusiastas da Democracia dirão que é a melhor ferramenta para a livre expressão. Concordo. Nem a imprensa definiu um grau tão elevado de liberdade. Mas há coisas más, terrivelmente más, inúteis e injuriosas. O mesmo espaço utilizado para difundir cultura e conhecimento esté eivado de anónimos que de um cantinho da casa expelem acusações, impropérios e desinformação em todas as direcções. Outros ocupam apenas espaço cibernético, sem qualquer função que não seja a de existir... Não cabe a ninguém censurá-los mas caberá, um dia, talvez, às empresas que emprestam os servidores ao seu alojamento, varrê-los deste espaço que, quanto a mim, deve ser útil a todos.
* Vem a talho de foice os interlúdios dos programas televisivos transmitidos pelo saudoso O Tal Canal, que eram apresentados por estas mensagens absolutamente espatafúrdias e terrivelmente mal redigidas. Um pouco como a blogosfera, um imenso reino de trapalhice.
7 de maio de 2008
De como os títulos são só palavras...
... e de como entre Cuba e Portugal há coisas parecidas.
Do blogue Generación Y, de Yoni Sanchez, que a Revista Times considerou uma das 100 pessoas mais influentes de 2008.
Por la noche conversé un rato con Néstor, el joven que expulsaron de la universidad por colaborar con la nueva publicación digital dirigida por Dagoberto Valdés. Quise decirle que tener un título universitario, aunque sea gratuito, es una carga pesada que no siempre genera satisfacciones. El mío, por ejemplo, descansa desde hace ocho años detrás de un mueble de mi cuarto. En él, leo que soy licenciada en Filología aunque no se me autoriza a hacer con el lenguaje lo que me plazca. Unas enormes letras góticas certifican que la palabra es mi reino, sin embargo no me advierten dónde comienzan las mordazas.
Do blogue Generación Y, de Yoni Sanchez, que a Revista Times considerou uma das 100 pessoas mais influentes de 2008.
29 de março de 2008
Nós também.
(...) as cinco vezes em que o Estado Português já foi condenado pela mesma instância, por ofensas à liberdade de expressão, terão, dentro de tempos, uma infinita multiplicação. Basta que os moscas, os formigas e os bufos continuem a ser promovidos a conselheiros e a executivos e que a cobardia da maioria se cale perante o crescendo de ostracismo. Basta que se juntem uns fascistas folclóricos com outros estalinistas não reciclados, em bate-palmas aos chefes, para que nos esqueçamos que o autoritarismo sem cor é igual aos autoritarismos de esquerda e de direita que nos têm inquisitorializado. Todos os dias assisto à cena.
JAM, Sobre o tempo que passa.
JAM, Sobre o tempo que passa.
27 de março de 2008
Saudações bloguistas.
"Vista sobre Lamego"
Saúdo o nascimento de um novo blog sobre Lamego, a cidade, a Diocese e as suas gentes.
Saúdo o nascimento de um novo blog sobre Lamego, a cidade, a Diocese e as suas gentes.
12 de fevereiro de 2008
Saudação!
Saúdo a chegada de um novo blog. Pela leitura, promete:
Esquerda monárquica. Espero que frutifique.
Esquerda monárquica. Espero que frutifique.
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