Mostrar mensagens com a etiqueta 1918. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1918. Mostrar todas as mensagens

13 de abril de 2017

O soldado Devezas.

Passaram, há dias, 99 anos sobre o desastre de La Lys, cuja proximidade histórica ao nosso tempo curiosamente quase obliterou em relação a Alcácer Quibir. Mas ambos foram dois dos maiores desastres políticos e militares do nosso Passado.
Revendo a data reencontrei no meu espólio esta fotografia - bilhete postal, a quem finalmente associei um nome e uma biografia.

No verso:

Quem seria o J. F. Devezas?
Felizmente que o Arquivo Histórico Militar disponibiliza as fichas individuais dos militares que constituíram o C. E. P. - Corpo Expedicionário Português - homens que entre 1917 e 1919 se mobilizaram para as movimentações europeias e africanas decorrentes da nossa participação na I Grande Guerra.
Procurando «Devezas», encontrei a ficha de Joaquim Fernandes Devezas, natural de São Mamede Infesta, Matosinhos, filho de João Fernandes Devezas e Maria Rodrigues Louro.
Era 2.º sargento da 2.ª Companhia de Sapadores Mineiros
Foi ferido em 20 de Março de 1918 e obteve alta em 10 de Abril.
«Louvado por ser uma das praças que mais se distinguiram na coadjuvação técnica e disciplinar que prestaram aos oficiaes da sua unidade»
Embarcou para Portugal em 28 de Março de 1919.
Assim fiquei a saber que possuo uma pequena lembrança de um herói anónimo.
Mas, e a «Miquinhas», quem seria?

14 de maio de 2012

De Quibir a La Lys: na forma do costume.


Comemorou-se há dias (9 de Abril) a pesada derrota dos portugueses contra a feroz germânia, em La Lys. Faltava pouco mais de dois meses para a queda e o jovem soldado J. F. Devezas escrevia à Miquinhas a queixar-se do penoso serviço e das galochas que não continham a água. Pena não termos cartas de Alcácer Quibir. Certamente a afabilidade do discurso - que ajudava a confortar o espírito no meio do sofrimento - nos relataria as pequenas amarguras de um soldado com areias nos borzeguins. É tão bela esta nossa placidez ante o desastre. Só as elites são arrebatadas e facciosas.