4 de setembro de 2012

As pessoas decentes.

"As pessoas decentes, felizmente uma maioria, quando pegam em coisas tão sérias e graves sobre as quais não faz sentido assumir uma posição pessoal, e muito menos de "esquerda" ou "direita", fazem por ser objectivas – como Rui Ramos. E a objectividade choca e fere e nisto previne juízos e condenações categóricas sobre pessoas e episódios, da mesma forma que nos poupa ao ridículo e possibilita que, por exemplo, um António Barreto, insuspeito homem de esquerda, possa constatar, com alguma curiosidade, que o Estado Social é uma realidade que, andando frequentemente na boca de Marcelo Caetano, em Portugal nasceu, estatisticamente, de medidas tomadas entre 1970-1974. Já as outras pessoas, as que simplisticamente remetem a personagem de D. Miguel para a categoria de «os maiores facínoras da nossa história» visando, com isso, atingir na sua credibilidade um historiador que deu mais do que provas de independência e firmeza científicas, não se eximem de manipular a História e os outros, tentando fazer de todos nós e à custa de uma narrativa oficial leviana e falsa um país de gente estúpida. E gente estúpida devemos ser, de facto, pois permitimos que esta cambada continue impunemente a fazer o que faz."
 Jacinto Bettencourt, com mestria, no 31 da Armada.

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