8 de junho de 2012

Pequenas sacanices.


Não tenho particular apreço pela política cujo rosto é Rui Rio. Mas não tomo a árvore por uma floresta, como faz a maioria das pessoas e sobretudo os média que acham que, em democracia, é um político ou um conjunto deles, quem detém a culpa de todos os males. Supostamente em democracia é o tal povo, o tal que vota, que participa em cidadania e que paga os seus impostos, que reparte com os políticos a responsabilidade de manter o sistema. Isto é, se efectivamente se sentir responsável, já que a balança dos direitos e deveres, pende mais para os direitos. Isto a propósito da polémica espoletada por um certo chico-espertismo a que alguns dão o nome de indignação: numa publicação destinada a promover a restauração na cidade (e, repare-se, falamos de promoção turística, imagem da cidade, publicidade) alguém, a coberto da vingançazinha colectiva, resolveu inventar uma frase de protesto numa das paredes do mercado do Bolhão. Precisamente a parede voltada à fotografia de capa do Guia de Restaurantes. A frase é explícita, um pouco de mais até: RIO ES UM FDP, sendo FDP, acrónimo para filho da puta, como se entende. A coisa é mesquinha. Revela bem aquilo que ainda alimenta a chama salazarista e se designaria de bufaria, delação, toca e foge. Não gosto de generalizações culturais, mas isto é muito genético: a incapacidade para dizer frontalmente o que se escreve de forma subliminar ou ás escuras.

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