15 de maio de 2012

Os excêntricos.

Acabo de ver e ouvir na televisão que Portugal está a uma ou poucas décimas de sair da inflação. O jornalista falava tão optimisticamente como se estivesse em 2 de Setembro de 1945. Mas algumas vez deixamos de estar no fio da navalha? Desde que o eixo político deste planeta se desviou (algures em finais do século XVI) novamente para o norte-centro-sul da Europa, voltamos à nossa condição periférica. Ora as periferias sentem sempre menos as ondas de choque. E quando são pobres, fruto do escolho epicentral, raramente sofrem com os embates. Nós por cá somos remediados, fomos remediados e temo que o continuemos a ser. E ainda bem. O pobre gasta tudo o que tem, dívidas se as tem (na mercearia, claro) só as paga quando pode - ou seja raramente, ou nunca. É um estilo de vida que nem se aproxima dos restantes PIGS, que gastam normalmente à tripa forra sem olhar a quê nem a quem. Em alguns aspectos somos um caso único.

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