22 de dezembro de 2011

EDP ou a Casa Amarela.

A EDP, que tenta ocultar o seu carácter empresarial feroz com a pele de um cordeiro filantropo, anda a pintar barragens de amarelo, sob o pretexto de Arte pública ou activo turístico. O Henrique Pereira dos Santos, consegue por-se na pele do lobo e chama-se a si próprio o conservador contraditório (eu chamaria a isso ser do contra, quando todos estão a favor e estar a favor quando todos estão contra). Eu acho que a EDP nos anda a roubar há tempo de mais. Com a agravante de pagar a alguém 150 mil euros (!) para gozar connosco em tom de amarelo. Até a população, que costuma usar a mesma paleta de cores que o Cabrita Reis nas fachadas das casas, acha a cor um asco. Uma habitante local chega mesmo a comparar o flagrante mau gosto com a bandeira nacional que podia lá ser colocada e tinha o mesmo efeito repelente. Não bastava a auto-estima deste país litoral estar em baixo, ainda vão ao interior atemorizar os pobres autóctones com a cor da loucura.

1 comentário:

  1. E argumentos, há por aí algum que se arranje? Curiosamente eu nem disse que estou a favor (parece-me interessante mas tenho dúvidas porque não fui lá ver e porque não sei como envelhece esta solução), estou é contra a irracionalidade da discussão, que é outra coisa. Aliás até disse que não percebo porque não existiu discussão pública prévia (isso é que é ser do contra, defender a discussão pública do espaço público). Se quiser posso até explicar-lhe por que razões me parece uma solução interessante e por que razão me parece que a cor talvez (não fui lá e não confio num video nesta matéria) jogue bem naquela paisagem.

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