26 de dezembro de 2011

É pois difícil exercer a profissão de historiador ou arqueólogo. A sociedade prefere os contadores de estórias que vão perpetuando os mitos universais, nacionais, regionais, locais. Não há prémio Nobel em História, embora o haja, por exemplo, em Economia, essa espécie de exercício divinatório sobre o quotidiano das pessoas e das sociedades, com muitas probabilidades e matemáticas, cujas contas raramente batem certo e só se ajustam quando já não são precisas. E, no entanto, a Academia sueca premeia anualmente este charadismo atualmente quotidiano nos media tentado substituir o tarot, os videntes e os horóscopos com muito menos esperança.

J. Gonçalves Guimarães, em Eça & outras.

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