1 de dezembro de 2011

Agradeçam ao senhor Cunha.

Parece que um organismo internacional descobriu o que o governo da República Portuguesa anda a tentar ocultar há anos: a "corrupção no sector público" como causa da crise da dívida em Portugal. Não era preciso gastar milhões em estudos, como aqueles que foram gastos na OTA e no TGV para perceber uma coisa simples, que a corrupção, seja ela do tipo clientelista (como a cunha) ou da alta finança produz efeitos bombásticos no desenvolvimento de um país.
A cunha, por exemplo, tem semeado a incompetência na administração pública que pretere o mérito pela admissão de indivíduos ligados a famílias e partidos. Não ignoremos que a maioria dos concursos públicos estão viciados: ou são feitos à medida de um certo candidato ou o próprio júri justifica com intrincáveis preciosismos a sua escolha, frequentemente um medíocre tirado das fileiras de inúteis que alimentam as Queimas universitárias. Da administração central ao governo, do cantoneiro ao primeiro ministro, faz tudo parte de uma imensa cadeia de favores mútuos que vem do passado: uns ajudam outros e todos se ajudam.
A verdadeira ética que alguns chamam republicana era acabar com a partidocracia e devolver ao cidadão o controle da política. Mas isso, claro, não convém a ninguém. Mesmo os que agora criticam o que antes aplaudiam. Quando havia dinheiro para distribuir e cunhas para agradar a todos, toda gente era pró-europeísta, votava a torto e a direito em PS e PSD. Agora, tirada a gamela, morra o Euro, morra PSD, morra o PS, abaixo os políticos e acabe-se com a corrupção.
É a cair que se aprende a andar, meus amigos.

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