19 de agosto de 2011

Destruir, não discutir.

O que se passou em Madrid ontem e anteontem não é uma questão de laicidade. É uma contenda ideológica levada ao extremo por quem, apenas, entende a linguagem da destruição.
Se a Igreja já destruiu? Claro que sim. Infelizmente. Tenta agora construir e reconstruir-se.
Mas aqueles que a acusam, ou que acusam a religião de ser destrutiva fazem-no com pedras na mão.
Do alto da sua arrogância recusam-se entender, discutir ou submeter-se, não à fé, mas à razão.
É que o trágico de tudo isto não é a contestação, mas o âmago da contestação: combater só por recusar servir, só pela ideia de que existe um inimigo tradicional (em suma, a autoridade) que é necessário destruir, retira qualquer validade ao acto.
De resto, se perguntássemos a algum daqueles jovens que exibiam símbolos e objectos de ódio contra a Igreja ou o Papa o que estava ali a fazer, talvez tivéssemos a constatação de que muito daquele discurso se fundamenta sobre areia...
Não auguro um futuro brilhante para esta juventude que se empenha em destruir em vez de construir.

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