7 de abril de 2011

"Eis aqui se descobre a nobre Espanha,
como cabeça ali da Europa toda,
em cujo senhorio e glória estranha
muitas voltas tem dado a fatal roda;
mas nunca poderá, com força ou manha,
a Fortuna inquieta pôr-lhe noda
que lha não tire o esforço e ousadia
dos belicosos peitos que em si cria."
Camões, Lusíadas. 
Primeiro passo para sair desta embrulhada: gostar de Portugal, gostarmos de nós, acreditarmos em nós. Em épocas de crise, o colectivo é importante. Chega de "gerações à rasca", de lamúrias e maledicência. Não basta que agências de especulação e países estrangeiros nos tratem como subalternos, ou lixo, ainda queremos contribuir para denegrir a nossa própria imagem? Não. Se temos maus políticos é porque temos acreditado que não merecemos melhor. Mas merecemos. Temos um capital humano valioso, temos um Passado que nos honra e o necessário para singrar. Mas é importante que comecemos a fazer pelas nossas mãos o que os outros têm tomado por "procuração".

1 comentário:

  1. Gosto dessa atitude. Está de acordo, aliás, com o que sempre tenho defendido, quando em conversas surge a ideia de sermos sempre os "desgraçadinhos", etc. Todos gostam de Portugal e valorizam o potencial deste país. Todos, excepto os portugueses.

    ResponderEliminar

A Democracia exige Responsabilidade individual. Nicks, anónimos ou mensagens insultuosas demonstram faltam de auto-estima, comportamentos associais e incapacidade de lidar com a opinião alheia e, como tal, não serão publicados.