28 de março de 2011

A relatividade do amor aos regimes.





Às vezes, para me espicaçar, ou simplesmente por ignorância, algumas pessoas falam-me nas "desvantagens" da monarquia: certas derrotas e certos desaires, de reis que "fugiram", etc. Até nessas coisas se revela a nossa admiração e o nosso amor pela nossa monarquia, pois amar algo ou alguém é, acima de tudo, conhecer - mesmo os pequenos e tristes pormenores, da vivência da pessoa ou do objecto (e, neste caso, do Passado). Da República Portuguesa pouco sabemos, é-nos indiferente. Talvez, nestes 100 anos, tivéssemos aprendido a amar o regime se soubéssemos que a entrada na I Guerra Mundial também foi um desaire semelhante a Alcácer Quibir, ou que Afonso Costa muitas vezes fugiu dos seus inimigos, algumas delas em condições pouco edificantes para um homem de Estado...

1 comentário:

  1. Amar é acima de tudo Respeitar. Ninguém ama o actual regime, é óbvio que é bastante desrespeitado, agora ainda mais do que alguma vez o foi.

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