29 de janeiro de 2011

Com papas e bolos.


Bem sei que o que vende é a estória e não a História. Mas começo a ficar um pouco farto pela forma como se trata a historiografia e os historiadores em Portugal. Somos carolas que contam lendas. Uma espécie de anciãos precoces que, a troco de nada, aparecem nas televisões, fazem umas crónicas e vivem de ar e vento. Digo-o com todo o respeito pelo Joel Cleto que é arqueólogo e devia saber o que custa afirmar-se no espaço científico. Mas assim não vamos lá. E a historiografia do Porto, que já nem escola de estudos históricos locais pode dizer que tem (ao contrário da Olisipografia), bem o sabe já que os nomes que saltam em defesa dos patrimónios da cidade são amadores que editam belos álbuns com estorietas: Germano Silva, Júlio Couto, Hélder Pacheco. Novamente, com todo o respeito, há lugar para todos. Mas um pouco de seriedade não fazia mal. Até por uma questão de educação (no sentido lato e pedagógico do termo).

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