18 de dezembro de 2010

O que diz um semi-presidente?

Ontem, um amigo meu perguntou-me se ia ver o debate entre Cavaco Silva e Fernando Nobre. Mas...o que há realmente para ver ou ouvir num debate deste género, seja entre Silva e Nobre, Lopes e Alegre? O que há para dizer num debate entre candidatos a uma república não presidencialista, em que o seu papel se resume a uma tentativa de moderação, uma aparente independência e a uma discreta representatividade do país que, em parte, o elegeu? Se vivêssemos numa república presidencialista compreenderia a relevância da discussão. Haveria um plano de governo a discutir, estariam sobre a mesa as medidas de execução e gestão de um país. Mas uma conversa entre dois senhores que se propõem cumprir a Constituição, isso e só isso, não é serão que me cative. Por que todos nós sabemos, e bem que, nem Cavaco acabará ou abrandará a Crise, Alegre se substituirá ao Governo, nem Nobre salvará os pobres e oprimidos. A única coisa significativa que ouviremos do novo presidente é: Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Nos anos que se seguirão à posse as suas funções estarão quase ao nível, confrangedor aliás, de um presidente de junta.

2 comentários:

  1. D. Rezende,
    Você já viu a quantidade de gente identificada que anda por aí a escoicear e que morde nos cotovelos, ademais usando uma linguagem de «gajo»? Pois, vai dizer-me que um anónimo demonstra falta de auto -estima?! Foi um anónimo que o apoiou no dossier «Lupanar»,que remetia para as publicações «playboiescas» de um certo blogue, recorda-se?

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  2. Presidente de Junta? Sim, até porque Portugal tornou-se uma localidade, meu caro. Uma localidade cheia de cegos eleitos e outros mais cegos que os elegem.
    Preciso assinar?

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