22 de outubro de 2010

Já dizia o sapateiro de Braga...



Ao que parece a Câmara Municipal de Lisboa gastou mais de 200 mil euros com a celebração eucarística e a vinda do Papa Bento XVI. É bom que tudo fique bem esclarecido, quer do lado da edilidade, quer do lado da Igreja Portuguesa, que se comprometeu a assumir, sozinha, os custos da Santa Missa. Não cabe ao Estado Português financiar actos de qualquer credo religioso, mesmo que esse credo seja a religião mais predominante em território nacional. O mesmo se aplica a actos que não interessem ao bem comum, como recepções oficiais de ditadores ou reuniões cujos interesses políticos são excêntricos ao regular funcionamento do país. Nestas coisas deve imperar a clareza e o bom senso. Eu sou católico, mas, da mesma forma que não gosto de ver a Igreja a espicaçar campanhas políticas e ideológicas, não aprecio que a República Portuguesa patrocine celebrações religiosas. E nem quero pensar que em ano de Centenário da República, a Igreja ande aos abraços ao regime por umas esmolas.

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