21 de outubro de 2010

Citação do dia.

Aspecto da aldeia de Bustelo, na serra de Montemuro, que está literalmente pejada de torres eólicas. Nem por isso se nota crescimento económico local, nem o decréscimo do preço da electricidade.
É, afinal, tudo uma questão de bolsa e de mercados.


"As empresas de energia eólica têm vindo a cair nas bolsas. Menos encomendas, menores perspectivas futuras, preços garantidos em causa. Estavam sustentadas pela dívida pública e em taxas de juro de longo prazo mais baixas. Agora sofrem de custos financeiros mais elevados, os quais reflectem aquilo que já se sabia: o negócio, na sua actual dimensão, não é sustentável."

João Miranda, Blasfémias.


Temos pena.

2 comentários:

  1. Meu Caro Nuno:

    Eu até compreendo a sua 'antipatia' pelas feias "ventoinhas".

    Agora, acredite ou não, a realidade é esta: se houve algo de bom em Portugal nos últimos 30 anos, foi a aposta nas energias renováveis.

    Pretender que o país Portugal continue a depender, ao nível da produção energética, de combustíveis fósseis que não possui e que em tem irremediavelmente que importar agravando de ano para ano, ainda mais!, a situação deplorável em que se encontra, disso sim é que devíamos ter todos pena.

    Aquele Abraço,
    do Japão,

    Luís Afonso, NBJ

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  2. Caro Luís,
    Eu não sou contra as energias renováveis, pelo contrário. Mas se elas se cartelizarem, como parece estar a acontecer, e substituirmos a dependência das energias fósseis, pelas renováveis, não estamos a mudar nada. Continuamos a consumir inconsequentemente. Eu sou pela redução do desperdício e pela redução do consumo energético. Para mim essa é a via.
    Um abraço até ao Japão :)

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