17 de agosto de 2010

Trocando por miúdos: sobre o Estado Social.

Não sei se já alguém pensou nisto, mas o Estado Socialista, ou o Estado Governado segundo a Cartilha Socialista pura, é um, se não o grande inimigo das relações sociais. Passo a explicar. Dado que a principal política do socialismo é a de que o Estado assuma a grande parte das actividades de solidariedade, contribui para o colapso das noções de vicinidade, de entre-ajuda, de apoio mútuo. Hoje em dia ninguém espera contar com o auxílio de um amigo, vizinho ou familiar, se não com o cheque da Segurança Social. Depois admirem-se que ninguém limpa as matas, que aumenta a mendicidade e que se agravam as desigualdades sociais. Há 50 ou 100 anos onde cabiam 4 numa mesa, cabiam 5 ou 6. Hoje ninguém sabe o significado de comunitarismo. O Estado Social desresponsabiliza o cidadão. É uma nota ingénua, esta, mas entre as grandes discussões dos tudólogos, às vezes escapam estes pormenores. Convém lembrar.

1 comentário:

  1. Concordo contigo, hoje ninguém ajuda ninguém, mas não acho que a culpa seja principalmente do Estado intervencionista, acho que não é tanto por aí. O mundo mudou, hoje vive-se na lógica do consumismo, daí que seja cada vez mais difícil partilharmos, ter noções de comunitarismo ou de responsabilidade social, para isso é preciso acreditar em certo tipo de valores que estão em extinção. Acho que a maioria das pessoas usa a desculpa do "Estado que pague, ou que ajude que eu tenho um plasma novo para comprar, não vou obviamente partilhar o pouco que tenho com o meu próximo". Nao acho que a culpa seja do Estado propriamente dito, mas mais da crise de valores e do individualismo das nossas sociedades.

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