20 de agosto de 2010

De Bestiais a Bestas.

foto Teresa Cardoso/JN (C)

Jorge Rodrigues, residente em Salgueirais, concelho de Celorico da Beira, percorreu, ontem, cerca de oito quilómetros sem carroça e sem burra, para ir ouvir a sentença do tribunal. “Fizémos a viagem a pé, debaixo de uma torreira, e só parámos para comer um bocado de pão com chouriço empurrado por pinga de água”, relatou Conceição, mulher do arguido. via JN


Não querendo desvalorizar a infracção, nem sequer a prática do alcoolismo...mas, usando um pouco de bom senso (coisa que falta a muitos juízes e políticos obcecados com a ditadura do legalismo) devemos convir que é uma acusação/condenação um pouco estapafúrdia. Mais, ainda, conhecendo o estado de impunidade em que nós portugueses, vivemos, a tantos outros níveis, como os da corrupção, do tráfico de influências, etc. E curiosamente é um dos países da Europa mais avançado em termos de legislação e de outras paragonas dos Direitos Humanos. Como é ténue, afinal, a linha que separa bestiais de bestas (com todo o respeito pela burra que o sr. Jorge Rodrigues conduzia).

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