25 de julho de 2010

Naçons de pacote.




Galiza, uma nação? Com base na unidade linguística? Genética? Num passado forjado para remontar aos Celtas e alimentar lojas de recuerdos com bruxas que misturam Wicca e New Age a um tempo mítico de castros e Navegadores Esotéricos? Esta mania de considerar dialectos, sotaques e variações linguísticas como motivo suficiente para declarar independência vai levar-nos outra vez à primeira metade do século XX. Hitler também achava que os arianos deviam ser um povo só. Então talvez faça sentido que a Áustria deixe de existir, a Bélgica se fragmente e os EUA regressem à sua condição de colónia. Esperamos que novas línguas se criem para criarmos e recriarmos fronteiras ao sabor dos gritos de Independência ou Morte
O que me aborrece é que nacionalistas (a palavra outrora causava calafrios à Esquerda) usem o dia do Apóstolo, 25 de Julho, para espalhar uma mensagem de sectarismo, quando os Caminhos de Santiago foram sempre motivo de união mais do que de divisão. Hoje querem rodear Compostela de um muro. Para tornar a Galiza livre, dizem.

2 comentários:

  1. Vamos começar de novo a discussão. Mas desta vez com as identidades, com nível e argumentos válidos :)

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  2. Independência? Galiza um país? Muito poético...até parece anedota (pior só mesmo os Açores..), tirem-lhe as injecções de monetárias de Madrid (e mesmo assim a par com a Andaluzia, é das províncias mais pobres de Espanha), e gostava de ver como sobreviveriam (não me parece que as indústrias da Corunha sejam suficientes...). Sejam práticos e realistas.

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