26 de julho de 2010

Nações de pacote.




Galicia, unha nación? Con base na unidade lingüística? Xenética? Nun pasado forxado para remontar aos Celtas e alimentar tendas de recuerdos con bruxas que mesturan Wicca e New Age a un tempo mítico de castros e Navegadores esotéricos? Esta mania de considerar dialectos, acento e variacións lingüísticas motivo suficiente para declarar a independencia vai levar-nos outra vez á primeira metade do século XX. Hitler tamén cría que os arianos debían ser un pobo só. Entón quizais teña sentido que a Austria deixe de existir, a Bélxica se fragmento e os EUA volva á súa condición de colonia. Esperamos que novas linguas se criem para criarmos e recrear fronteiras ao sabor dos gritos de Independencia ou Morte ...
O que me molesta e que nacionalistas (a palabra outrora causaba calafríos á Esquerda) utilizan o día do Apóstolo, 25 de xullo, para estender unha mensaxe de sectarismo, cando os Camiños de Santiago foron sempre motivo de unión máis que de división. Hoxe queren rodear Compostela dun muro. Para facer a Galiza libre, din.

19 comentários:

  1. Este artigo demonstra muita ignorância sobre a realidade histórica, cultural e social da Galiza. O nacionalismo galego não se sustenta no capricho de alguns, mas é sim um movimento com forte expressão popular, graças à existência real duma cultura e língua própria, que em nada se assemelha à restante espanhola e que estão a ser gradualmente oprimidas pelo poder do castelhano. Neste texto refere-se Hitler e a sua ambição aglutinadora ariana, mas é precisamente essa a lógica subjacente na política da "Espanha una e plural". Claro que quem não vive na realidade galega, não pode ter a mínima percepção de como as coisas funcionam, devido ao forte centralismo espanhol e à manipulação mediática que há sobre tudo isto. Sou portuguesa e vivo na Galiza. Falo galego e frequentemente sou mal vista e criticada por tal, porque ainda há muitos prejuízos sociais e culturais; é coisa de analfabetos, é um "dialecto" que só serve para falar com as vacas. Pois não! O galego é uma cultura secular, da qual o português é filho. Felizmente, para bem da nossa própria evolução cultural, separámo-nos do poder centralizador castelhano. Espero que algum dia a Galiza também, para bem da salvaguarda da sua cultura e língua, para que não caiam no mero folclorismo espanholista.

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  2. nom se preocupe c'os galegos, que esses que querem a independencia som moi poucos. E depois tem ainda um 0.1% que querem a uniom com Portugal. Pode acreditar? Galicia unir-se c'um pais tam pobre coma Portugal?! loucos!

    Nah, havedes continuar a vir pra Galicia a falar espanhol e procurar qualquer empreguinho ... ou ainda melhor, pra Madrid ... a ver se acabades por vos unir ao resto de Espanha e derrubar esse muro kosovar que fai de vois o vizinho pobre ...

    portugueses, aprendei de Galicia, unide-vos!

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  3. Sara,
    Para mim, nacionalismos são nacionalismos. Valem o que valem e eu olho-os com muita desconfiança. Não reconheço qualquer semelhança entre o português e o galego, culturalmente. Por isso evoluímos historicamente por caminhos diferentes. Mas a história é feita destes desvios e ou os aceitamos ou vamos passar a vida inteira a considerar o nosso quintal melhor do que o do vizinho.
    E não tenha tanta certeza que não conheço a realidade galega. Tanto quanto sei não nos conhecemos para afirmar isso de fora tão categórica.
    Ao Cade, só gostaria de lembrar que no século XIX havia cerca de 50000 galegos em Portugal. Eram a mão de obra barata, equivalente à que hoje provém de Leste ou de África, passe o anacronismo. Convém recordar, para não exagerar a amizade luso-galega.

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  4. Não faço afirmações categóricas, mas a partir do momento que vejo escrito "(...)Esta mania de considerar dialectos, sotaques e variações linguísticas como motivo suficiente para declarar independência(...)", só posso depreender de que não é tão conhecedor quanto isso do movimento nacionalista galego.
    Não reconhecer qualquer semelhança cultural entre português e galego é desconhecer a hossa História e o nosso passado comum.
    Evoluímos historicamente porque tivemos oportunidade para tal, ou também poderia nunca ter havido 1 de Dezembro de 1640, e sermos todos ibéricos. Ou talvez não, como acontece na Galiza. Teríamos as nossas convicções culturais, linguísticas e históricas tão fortes e presentes, que iríamos querer o direito à auto-determinação.

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  5. Imagino que o autor do artigo está de acordo na União Ibérica e em que em Portugal se passe a falar a variedade castelhana. Ou só quer isso para a Galiza e o português da Galiza?

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  6. Sara,
    Há milhares de grupos com convicções culturais, linguísticas fortes. Se todos quiserem a autonomia, bem mal estaremos. Volto a repetir: a ideia-base do nacionalismo, com os seus chauvinismos, a sua xenofobia é-me ideia completamente repelente. Aqui, na Galiza ou na China. Ou aprendemos a conviver no ponto em que estamos, ou isto nunca vai parar. A língua no-lo diz. Como ela evolui nada nos garante que dentro do "galego" venha a surgir outra nação-língua. E depois? exigirão a autonomia?
    O Movimento "Independentista" Galego vai ao Passado recortar momentos em que grupos ou indivíduos, com motivos políticos (desde a Idade Média) tentaram jogar com o poder central uma forma de dividir para reinar. Desconfio sempre dessa coisa do movimento popular. Hoje até admito que sim, que a Comunicação Social e o Futebol (exemplo maior: Catalunha) inflamem o coração dos galegos ou wanna-be-galegos para criar uma consciência colectiva baseado no ódio ao outro (o castelhano).
    Mas acredite numa coisa, se a Espanha colapsar em pequenas repúblicas, não vai ser coisa bonita de se ver. E não preciso de ser bruxo para antever isso.

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  7. Ao Anónimo das 11:22
    Não sei o que é português da Galiza.

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  8. É isto: http://www.youtube.com/watch?v=Yf74yWreQNs
    Obviamente: há muitas cousas que não sabes e que não te contaram na tua congregação.

    Tranquilo, que Espanha não colapsa. Antes assimila Portugal como quer, como está fazendo com a Galiza.

    O nacionalismo galego não se baseia em maior grado de xenofobia do que o português ou o castelhano/espanhol. De facto o nacionalismo galego é defensivo, no entanto o espanhol é ofensivo e imperialista.

    A única legitimidade é a democracia e a gente vota o que quer. E se quer ser Espanha, União Ibérica, Portugaliza, Portugal ou Galiza, não há que ter medo à democracia. Simplesmente há que respeitar a democracia. Cousa que o Reino de Espanha não faz nem na Catalunha, nem no Pais Basco.

    Faltava o ultracatolicismo espanhol a informar da fé política verdadeira em Portugal... Gozou com a excursão?

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  9. Anónimo
    Continuo sem compreender o seu ponto de vista.
    Vou publicando os seus comentários (não obstante os não assinar) até ver...mas confesso que não entendo.

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  10. Me desculpe o senhor Nuno, mas o que é que não percebe dos comentários do tal Anónimo? que o galego da galiza também pode (e devE) ser chamado de Português da Galiza, pois foi a variante portuguesa da nossa comúm língua a que mais forte se fiz no mundo, e é assim que o resto das pessoas reconhecem-a? não percebe o fato de que na galiza somos muitos (de certo não a maioria) os que sabemos o que somos e o que não queremos ser. Não percebe que em verdade o nacionalismo galego trata de se defender, amostrando ao mundo que existe uma língua chamada Galego por nós e conhecida como português no mundo, que temos uma cultura, uma história e que não bailamos flamenco, não gostamos da paelha (bom, isto tem de ser matizado :P) e não fazemos festa com o sofrimento dos touros (embora haja quem faça força para seguir a dar a imagem de que sim gostamos...veja o concelho da Corunha).


    Repito o que já lhe disseram os outros comentaristas: acho que você sabe da galiza o mesmo que um chinês qualquer. Obrigado por amostrar-nos que nem todos os portugueses medem as palavras (porém, acho que não é você representação da maioria).

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  11. Nuno, que nom entende nada é evidente. Fique bem.

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  12. umqualquer e Gelo: não discuto argumentos com quem não assina o próprio nome. Para além de assumir o amor pela Galiza/Galicia, deviam assumir o amor-próprio. Vale? :)

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  13. E fai bem, Nuno, se assim quiger. É o seu blog e nom tenho dúvida de que o senhor tem um elevado amor próprio. Muito elevado, ao ponto de afirmar que o nacinalismo galego utiliza o dia do apóstolo Tiago. Nom vou discutir isso, é só querer informar-se. E assina isto quem nom quer fronteira algumha na Galiza e também nom afirmar o Reino de Espanha como a minha naçom.

    Anxo do Pico

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  14. mejan por nós e inda temos que dicir que chove.

    O artigo ignora a existencia do nacionalismo expansionista espanhol, o que dí que na Galiza hai que falar o espanhol e que a GZ é unha regiom da Espanha, ergo os galeguistas son considerados «nacionalistas», e os espanholistas son «normais» non son nacionalistas.

    Parabéns, ao autor do artigo: toda a ultradereita espanhhola está com voce. Aproveite a oportunidade para lucrarse, o nacionalismo espansionista espanhol paga pola propaganda, e caso desta propaganda vir de Portugal a tarifa está estipulada en trinta monedas de ouro.

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  15. Nuno, no meu caso estou a arranjar toda a minha existencia on-line, por eso inda non tenho usuario. Vejo que moita da gente a escrever comentarios procedemos de chuza.gl, fechado hai dois dias. Estámonos a instalar en domelhor.net, onde ja falamos deste post.
    saúdos

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  16. Caro «O Parasito».
    Não é desculpa, a de que não é usuário do blogger. Basta assinar o seu nome. Aqui as discussões pautam-se pela frontalidade. Como é que alguém que se apelida Parasito, ou Um qualquer pode querer ser levado a sério?

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  17. Desculpe Nuno Resende, mas Deus tampouco dá a cara e gente -algums loucos- bem que falam com ele.

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  18. Já estamos a desconversar...
    Não há nada pior do que nacionalistas ateus de esquerda. São como dizia Aristóteles: uma “igualdade de conclusões contraditórias”.

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  19. De resto, só registo a redacção de insultos e nenhuma confrontação válida com o que escrevo, como por exemplo a manipulação historiográfica da Galiza, o «Celtismo», etc. É óbvio que Madrid é nacionalista e que fará os possíveis para aguentar a sua hegemonia. Porém, uma coisa é pugnar pela autonomia, pela preservação de traços identitários, não servir-se deles para criar um quadro que não existe, como tem sido feito a reboque de políticas e futebóis. Nada tenho contra os galegos. Eu próprio descendendo de gente da Galiza. E de todas as vezes que percorri a região, embora a considere particularmente sorumbática, não posso deixar de considerar qualquer movimento nacionalista como uma manifestação de superioridade. E isso, se não o tolero em relação aos fascismos e ao nazismo, não o tolero em relação ao galeguismo ou a outra qualquer exacerbação ou exaltação rácica.

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