23 de julho de 2010

A avaliar pelo ódio disfarçado e pelo nervosismo que as palavras certeiras de D. Carlos Moreira de Azevedo causaram entre políticos e bloguers, a mensagem foi certa e justa. Muitos engoliram em seco, outros vieram com a proverbial conversa do costume: a Igreja é rica e poderosa, vive rodeada de luxos, etc. Para lhes explicar os tais luxos tínhamos que estar ao mesmo nível de conhecimento - o suficiente pelo menos para discutirmos História de Arte e Teologia. E como me cansa parecer apologético, sem o ser efectivamente, a tentar mudar as consciências, não pelo fanatismo, mas pela razoabilidade, direi apenas que muito me aprouveram as palavras de D. Carlos Moreira de Azevedo que não são uma mensagem "não olhes para o faço, ouve apenas o que eu digo", mas uma mensagem clara à classe política, ostensivamente falsa, ostensivamente hipócrita e ostensivamente esbanjadora em palavras e dinheiro. Esta lógica partidária revolve-se na autofagia do costume: acima dos cidadãos está o partido e abaixo deste pouco interessa. Porque havemos, pois, pagar uma crise provocada pelo topo? Por que razão hão de as bases suster para sempre a incompetência dos maus líderes? Apelar, como fez D. Carlos, à manifestação é pouco. Há demasiado dinheiro a entorpecer as vozes deste povo, infelizmente. Demasiados "subsídio-votos". Enquanto a partidocracia governar em nome da democracia, nada feito.

2 comentários:

  1. Gostava de ver os políticos a darem 20% do seu salário para causas sociais. E não digo isto por dizer, também dou por vezes parte do meu salário para acções de solidariedade, mas de resto, é quase sempre assim, quem tem menos é quem sempre está mais disposto a partilhar.

    ResponderEliminar
  2. ...se há quem cale e consinta, também há quem apele como quem afirme!

    são estes actos que convertem Nuno

    Abraço

    ResponderEliminar

A Democracia exige Responsabilidade individual. Nicks, anónimos ou mensagens insultuosas demonstram faltam de auto-estima, comportamentos associais e incapacidade de lidar com a opinião alheia e, como tal, não serão publicados.