12 de junho de 2010

Guerras & guerras.


I GG, postal não circulado, colecção de N.R.


Há dias fui convidado para representar o sistema de governo monárquico num debate a propósito do Centenário da República. Os interlocutores eram alunos de uma escola transmontana, cujas idades oscilavam entre os 11 e os 16 anos. Após uma apresentação de cada um dos regimes, o meu oponente, um político com uma vasta carreira parlamentar desde os anos 80, tirou da cartola um uma cartada que julgou muito inteligente, mas de mau gosto: insultar o carácter de certos monarcas. Deu o exemplo de D. Sebastião e D. Afonso VI, usando o termo loucos para caracterizar o génio de cada um. Sobre D. Sebastião não hesitou em esconder o ódio sobre aquele levou o país para a guerra. Uma loucura! um excesso! que, segundo o deputado, em República nunca aconteceria. Infelizmente, a maioria dos nossos políticos não fez carreira na História e no seu estudo. Que jeito daria para evitar cometer erros novos, mais do que julgar os antigos. Quando, em 1916, Afonso Costa nos levou a todos para uma das maiores crises sociais e económicas de que há memória e La Lys voltou a ser Alcácer Quibir, a memória recente foi bem mais branda com ele. Estátuas, homenagens, encómios, etc. Bem vistas as coisas Afonso Costa não foi menos incauto do que D. Sebastião. Ao menos este arriscou a própria vida e visionou um país maior do que aquele que o cobarde Afonso Costa sonhou para si e para os seus camaradas.

1 comentário:

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