8 de maio de 2010

Um caso de saúde... política.

Eu não tenho medo de assumir o meu catolicismo, num tempo em que o terror começa a tomar conta de algumas opiniões e aqueles defendem a intolerância, a abolição dos racismos e das xenofobias, vêm pedir, contra os católicos e a Igreja, intolerância e xenofobia. Possuo a verticalidade necessária para assumir o que penso e fundamentá-lo, ao contrário da maior parte das opiniões que se escrevem em fóruns, comentários a notícias de jornais, etc. De resto, esses comentários valem o que valem. São, na maioria, frases proferidas a quente, sem substância que não seja a agressão gratuita - algo a que possibilidade da internet nos habitou desde cedo. Eu, como Católico tenho o direito de defender uma Igreja menos assente na discussão da sexualidade e mais na dignidade humana no seu todo. De facto, não posso deixar de citar as palavras do sr. Cardeal Patriarca de Lisboa que, numa entrevista recente, disse que se a Igreja cedesse às vontades destes grupos de pressão a Igreja deixava de existir. Ora a Igreja existe e ainda bem que existe. E a oposição à Igreja existiu e existirá sempre, e é salutar. Mas, quando um grupo vem dizer que tenciona distribuir preservativos durante a visita papal sabendo qual é a posição da Igreja sobre o assunto e, ao mesmo tempo, diz que nada tem contra a Igreja, isso não faz sentido. É óbvio que tem algo contra a Igreja e deve assumi-lo. Se pretendesse distribuir preservativos independentemente da visita Papal, ou até intitulasse a iniciativa com um nome que não o de «Preservativos "ao" Papa em Portugal», talvez houvesse lugar para essa razão, possivelmente inocente, que não o é, nem será por muitas voltas ou aspas com que se enrole o texto. Aqui, o preservativo não é um caso de saúde pública, se não um caso político. Ponto. Tudo bem. Como disse, haverá sempre oposição à Igreja. Mas até numa guerra há regras (partindo do princípio que não falamos com Ateus, Anarquistas ou Autistas - os 3 A's que infelizmente são incapazes de dialogar). Dizer que a Igreja propaga a sida, ou que é responsável por milhões de mortos por seropositividade não é sequer desinformação. É um golpe baixo, baixíssimo ,que resulta da necessidade de atear o fogo mais depressa, com mais combustível. (No âmago dos pretensos laicos de hoje em dia há um pequeno Nero). De resto, não percebo a obsessão com o preservativo, por parte de um grupo de pessoas que defende o Aborto e eventualmente a Eutanásia. Se defendem que cada mulher seja livre de abortar, porque raio hão-de impingir o preservativo a alguém? Em termos éticos, a lógica é muito semelhante. Um qualquer indivíduo, independentemente de ser católico, tem o direito a escolher se usa ou não o preservativo, havendo acordo mútuo com o seu parceiro/parceira. E, continuo, a insistir: preocupa-me que estejamos tão distraídos com o preservativo, enquanto a Indústria Farmacêutica ganha dinheiro com a sida. Para ela não interessa uma cura, nenhuma cura... e isso é que devia escandaloso.

1 comentário:

  1. Estimado Nuno!Gosttei tanto do seu artigo e da sua opinião, aqui expressa que não resisti e coloquei-a num outro blog, o do Rv.mo Sr. Padre João António, a propósito de um articulista que fora citado, no referido blog!
    Queira desculpar-me por não lhe ter pedido autorização e pelo atrevimento!
    Atentamente!
    Mª Amélia

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