1 de fevereiro de 2010

Um triste aniversário para Portugal
O dia em que o diabo andou à solta
A escrófula
As comemorações republicanas

Vejo que o crime, seja ele qual for, releva da estupidez essencial do mundo, a da força, da arma, e que a maior dos povos temem e veneram esta estupidez como o próprio poder.
Que a vergonha é isto.
Marguerite Duras

7 comentários:

  1. Mesmo sendo-se simpatizante com a Monarquia, nada impede que se comemore o centenário da República... como um acidente de percurso da Nação que somos todos nós ao londo de novecentos anos, em que houve de tudo um pouco, sem deixarmos de ser portugueses do "rectângulo" à beira-mar plantado. JCN

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  2. Participar nas comemorações do centenário da República não é, de forma alguma, repudiar a Monarquia, mas tão-somente praticar um acto de puro patriotismo, pois o que está em causa é a afirmação da pátria, que neste momento vive sob o pendão verde e vermelho. No meu critério. E na minha sensibilidade. JCN

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  3. Comemorar... é também questionar e não necessariamente partilhar entusiasmos extemporâneos e, por ventura, interessados ou interesseiros. De mente limpa e descomprometida. Como em tudo! JCN

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  4. Sim, concordo consigo caro JCN. Aliás, nunca me opus às comemorações. Que fossem, porém, comedidas e contidas. Comedidas nos louvores e contidas nos gastos. Ora, só temos tido provas do contrário. Como diz uma amiga minha, que bem ficava à república dizer: «cidadãos, temos 10 milhões de euros para comemorar o regime, mas dado que estamos em época de crise e muitos portugueses passam dificuldade, iremos apenas gasta 5 milhões, ou menos». Aí sim, estaria cumprido um dos desígnios desta república, o da Fraternidade. Mas não. Não sei se é por serem presididas por um banqueiro, as comemorações prosseguem com bombos e festas... numa época em que sabem a pouco a festividades..sabor amargo..

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  5. Quanto aos gastos, que nada justifica na presente conjuntura, eu acho, caro Dr. Nuno Rezende, que a coisa se resolvia perfeitamente bem... com duas missas: uma de acção de graças pelo centésimo aniversário da dita cuja; outra de sufrágio pela alma dos salafrários que lhe corromperam as entranhas, levando-a ao calamitoso estado em que se encontra. E viva o velho! Depois... deitar contas à vida para a levarmos como Deus manda e a Pátria necessita, ou seja, todos nós, que somos sempre quem paga o patau, como diz o sapientíssimo zé-povinho. JCN

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  6. "VENCIDO SUPLENTE"

    Ao Prof. A. Carvalho Homem

    O modo como trta, Professor,
    o Rei D. Carlos como companheiro
    dos "Vencidos da vida"... é lisonjeiro
    para o biografado e seu Autor.

    Faz-lhe justiça, não regateando
    auspiciosas expressões de apreço
    pelo que diz respeito ao seu começo
    após a investidura no comando.

    Tudo lhe era a favor, desde a figura
    à sua devoção pela cultura
    a par de irradiante simpatia.

    A pouco e pouco, adversas circunstâncias
    criando foram trágicas distâncias
    entre a nação e a própria monarquia!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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