6 de fevereiro de 2010

A morte inútil

M.G. de F., onde quer que estejas, estas palavras são a minha homenagem.

Ontem faleceu uma amiga minha, colhida por um condutor desorientado no seguimento de um pequeno acidente em que ela se vira envolvida devido ao piso molhado. Uma morte estúpida, como todas, em que a arbitrariedade nos faz vacilar na fé. De nada adiantaria fazer a apologia, após o óbito, realçando todas as qualidades que tinha - e não eram poucas. Transportava sempre um sorriso franco, daqueles que nos consolam o dia, contrapondo a tristeza e a má vontade de outros que não sabem bem a sorte que têm nem como a podem usar. Não éramos muito próximos, mas o facto de sermos conterrâneos dava-nos uma sensação de cumplicidade que existe entre todos os compatriotas das aldeias. Era uma pessoa boa, daquelas que não precisam de boas acções para entrarem no rol dos honestos. Estamos a perder os melhores e, olhem, não consigo entender a lógica disto...
Só sei que é angustiante.

3 comentários:

  1. É nestas alturas que só a Fé nos pode valer, elevando a Deus o nosso espírito... consternado, mas sabiamente conformado. Se eu lhe contasse!... Vou-lhe mandar o meu "Orfeu resignado", com 64 poemas a propósito:

    Hei-de voltar a ver-te, em conclusão,
    graças a Deus, "a quem ninguém entende
    que a tanto o engenho humano não se estende"!

    JCN

    ResponderEliminar
  2. Junto-me à sua homenagem por esta perda desnecessária, quanto injusta parece...

    Os bons também morrem mas fica sempre a memória
    da sua passagem por esta terra transviada.

    Abraço Nuno

    ResponderEliminar
  3. Por tortas linhas Deus escreve às vezes
    para não ser do nosso entendimento,
    restando-nos a voz do sentimento
    perante a contingência dos revezes.

    Onde não chega a força da razão
    pomos a discorrer... o coração!

    JCN

    ResponderEliminar

A Democracia exige Responsabilidade individual. Nicks, anónimos ou mensagens insultuosas demonstram faltam de auto-estima, comportamentos associais e incapacidade de lidar com a opinião alheia e, como tal, não serão publicados.